A noite vai ser pequena na Recoleta. Em Mendoza, Rosário, Córdoba e Buenos Aires também.
A Argentina mostrou como se faz; talvez devesse mandar a receita ao Brasil: garra, perseverança e determinação. Seguiu o velho ditado bordoniano: a vitória pertence aos que não desistem. Assim, Messi e seus companheiros chegam, mais uma vez, à final de uma Copa do Mundo.
E o destino reservou um velho reencontro da História. Do outro lado estará a Espanha, a antiga metrópole que, durante séculos, fez navegar para além-mar as riquezas das bandas platinas. Ouro, prata e poder. Cortés, Cortés, Cortés. Cortesia? Não. Domínio.
O início parecia sorrir para os ingleses. Faltou apenas o badalar do Big Ben. Gordon abriu o placar e fez a felicidade do time de Charles III. Durou pouco. Efêmera. A Inglaterra recolheu os remos e ficou à deriva no mar da impotência.
Era apenas o prenúncio do naufrágio. Enzo Fernández e Lautaro Martínez viraram o jogo e levaram a Albiceleste à decisão. Restou à turma de Harry Kane despejar um Tâmisa de lágrimas. Hello, Trafalgar Square. A festa, desta vez, ficou para a terra de San Martín.
Goodbye, England. Hola, final. (LCB)
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