15 de jul. de 2026

QUAEST: LULA FAVORITO, MAS ELEIÇÃO CONTINUA ABERTA

 A nova pesquisa Genial/Quaest traz um dado importante: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança em todos os cenários simulados de segundo turno.

Contra Flávio Bolsonaro, vence por 45% a 37%. Contra Ronaldo Caiado, 45% a 36%. Contra Romeu Zema, 45% a 35%. Contra Renan Santos, 45% a 33%.

Mais do que os números absolutos, chama atenção a estabilidade. Mesmo após semanas de forte desgaste político e econômico, Lula preservou sua vantagem.

Para a oposição, o desafio permanece o mesmo: encontrar um candidato capaz de ampliar seu eleitorado além do núcleo já consolidado. Até aqui, nenhum conseguiu.

Mas a pesquisa também mostra que a eleição está longe de decidida. Brancos, nulos e indecisos continuam representando um contingente expressivo, suficiente para alterar o cenário até outubro.

Pesquisa registra fotografia. Não escreve o roteiro do filme.


QUANDO A HISTÓRIA ENTRA EM CAMPO

 A Argentina volta a campo nesta quarta-feira diante da Inglaterra carregando o favoritismo de quem sonha com mais um título mundial. Mas, ao lado do bom futebol, reaparecem também velhas desconfianças.

Nas redes sociais e em parte da imprensa internacional, adversários reclamam de arbitragens e questionam um suposto ambiente favorável aos argentinos. Nada disso, até aqui, constitui prova de qualquer irregularidade. Ainda assim, basta o surgimento das suspeitas para que a memória do futebol faça o restante.

É impossível não lembrar da Copa de 1978, realizada sob a ditadura militar argentina, a mais sangrenta da história do país, resultando em cerca de 30.000 desaparecidos, incluindo mulheres, crianças e pessoas jogadas ao mar. 

A Copa foi uma providencial (para eles) cortina de fumaça. Vencê-la seria fundamental para os generais. Aquele histórico 6 a 0 sobre o Peru, resultado que eliminou o Brasil, permanece cercado por dúvidas até hoje. Documentários, depoimentos e investigações mantêm vivo um capítulo que jamais foi totalmente esclarecido.

Também volta à lembrança o célebre gol da "Mão de Deus", marcado por Maradona contra a Inglaterra em 1986. Ou, na Copa de 90, nas oitavas de final, contra o Brasil, quando o massagista dos argentinos, Miguel di Lorenzo, ofereceu uma garrafa de água ao lateral-esquerdo brasileiro Branco. “Água batizada". Após beber, Branco começou a sentir tontura e sonolência em campo. A Argentina venceu o jogo por 1 × 0 com um gol de Caniggia, após jogada de Maradona. Todo por la cumparsita

O futebol sobrevive da paixão, mas também da confiança. Quando a bola divide espaço com a suspeita, quem perde não é apenas um adversário. Perde a própria Copa do Mundo.

Fico a perguntar: mas e o futebol de Messi, seria armação também?

Não. Messi não precisa de favores. Seu futebol basta. É justamente por isso que o mundo espera que, se a Argentina levantar mais uma taça, ela seja erguida apenas pelo brilho do camisa 10 e de seus companheiros. O futebol agradece quando o campeão deixa como herança apenas gols, dribles e boas lembranças, nunca suspeitas. 


GOIÁS NO TOPO DO MUNDO... PELA INTELIGÊNCIA

 Enquanto muita gente ainda associa Goiás apenas ao agronegócio e à mineração, um grupo de estudantes acaba de mostrar ao planeta outra grande vocação do Estado: a capacidade de produzir ciência, tecnologia e inovação.

A equipe Geek, do Sesi Canaã, de Goiânia, conquistou o Champion Award, principal prêmio do First LEGO League Asia Pacific Open Championship, disputado em Sydney, na Austrália. Como se não bastasse, levou também o Robot Performance Award, destinado ao robô de melhor desempenho técnico da competição.

O resultado impressiona. O robô desenvolvido pelos estudantes executou com 100% de aproveitamento todas as missões que dependiam exclusivamente dele. Em uma das rodadas, a equipe completou toda a mesa; nas demais, perdeu apenas 15 pontos em uma tarefa compartilhada com outra equipe. Um desempenho que chamou a atenção dos jurados pela precisão, estratégia e preparo.

Há outro detalhe que merece aplausos: o projeto nasceu da parceria entre o SESI e pesquisadores da Universidade Federal de Goiás. É a prova de que, quando escola, universidade e ciência trabalham juntas, o resultado pode colocar o Brasil — e Goiás — no lugar mais alto do pódio mundial.

Parabéns aos estudantes, aos professores, aos pesquisadores e às famílias. O futuro não chega por acaso. Ele é construído por jovens como esses.

A MAIOR VIAGEM É SEMPRE A DE VOLTA PARA CASA

Há histórias que não envelhecem. Apenas mudam de cenário. É por isso que A Odisseia, de Homero, continua viva quase três mil anos depois de ter sido escrita. Agora, ganha uma nova versão pelas mãos de Christopher Nolan, um diretor que gosta de transformar grandes narrativas em experiências cinematográficas.

Depois da vitória na Guerra de Troia, Odisseu imagina que a parte mais difícil já passou. Descobre, porém, que vencer uma guerra pode ser mais fácil do que voltar para casa. Durante dez anos, enfrenta tempestades, monstros, sereias, feiticeiras, deuses contrariados e as próprias fraquezas. Poseidon tenta impedir seu retorno. Penélope espera. Telêmaco cresce sem o pai. E a esperança resiste.

A beleza dessa epopeia nunca esteve apenas nas aventuras. Ela está no significado da viagem. A verdadeira odisseia é a vida de cada um de nós. Todos enfrentamos mares revoltos, decisões difíceis, perdas, tentações e obstáculos que parecem intransponíveis. E seguimos em frente porque existe uma Ítaca nos esperando: nossa família, nossos sonhos, nossa paz.

Christopher Nolan reúne um elenco impressionante e toda a tecnologia do cinema moderno. Mas o coração da história continua sendo o mesmo contado por Homero: o homem que descobre que nenhuma conquista vale mais do que encontrar novamente o caminho de casa.

Talvez seja essa a razão de A Odisseia permanecer atual. Mudam os navios, mudam os mares, mudam os deuses. O que nunca muda é a eterna busca do ser humano por um lugar onde possa, finalmente, descansar o coração.

Em cartaz em todos os cinemas do Brasil, nesta quinta-feira. Aqui, na sala 3 do Cinemais, no Catalão Shopping, com sessões às 17h e às 20h30. Imperdível.