Há histórias que não envelhecem. Apenas mudam de cenário. É por isso que A Odisseia, de Homero, continua viva quase três mil anos depois de ter sido escrita. Agora, ganha uma nova versão pelas mãos de Christopher Nolan, um diretor que gosta de transformar grandes narrativas em experiências cinematográficas.
Depois da vitória na Guerra de Troia, Odisseu imagina que a parte mais difícil já passou. Descobre, porém, que vencer uma guerra pode ser mais fácil do que voltar para casa. Durante dez anos, enfrenta tempestades, monstros, sereias, feiticeiras, deuses contrariados e as próprias fraquezas. Poseidon tenta impedir seu retorno. Penélope espera. Telêmaco cresce sem o pai. E a esperança resiste.
A beleza dessa epopeia nunca esteve apenas nas aventuras. Ela está no significado da viagem. A verdadeira odisseia é a vida de cada um de nós. Todos enfrentamos mares revoltos, decisões difíceis, perdas, tentações e obstáculos que parecem intransponíveis. E seguimos em frente porque existe uma Ítaca nos esperando: nossa família, nossos sonhos, nossa paz.
Christopher Nolan reúne um elenco impressionante e toda a tecnologia do cinema moderno. Mas o coração da história continua sendo o mesmo contado por Homero: o homem que descobre que nenhuma conquista vale mais do que encontrar novamente o caminho de casa.
Talvez seja essa a razão de A Odisseia permanecer atual. Mudam os navios, mudam os mares, mudam os deuses. O que nunca muda é a eterna busca do ser humano por um lugar onde possa, finalmente, descansar o coração.
Em cartaz em todos os cinemas do Brasil, nesta quinta-feira. Aqui, na sala 3 do Cinemais, no Catalão Shopping, com sessões às 17h e às 20h30. Imperdível.