13 de jul. de 2026

O DINHEIRO SAIU. E AS METAS?

O Tribunal de Contas da União trouxe um alerta importante ao analisar as contas do governo federal de 2025. Segundo o TCU, o Plano Plurianual ficou abaixo do desempenho esperado no cumprimento das metas. Apenas metade dos objetivos previstos foi integralmente alcançada.

A maior preocupação apareceu justamente em duas áreas prioritárias. Na Saúde, somente 16,7% dos objetivos específicos atingiram as metas estabelecidas. No Novo PAC, apenas 23,1% das entregas previstas foram totalmente cumpridas.

O próprio Tribunal registra que programas que receberam bilhões de reais apresentaram resultados inferiores ao esperado.

Também aponta diversas causas para isso: atraso na aprovação do orçamento, dificuldades operacionais, limitações de estados e municípios, processos licitatórios complexos e dependência crescente das emendas parlamentares.

O dinheiro público não deve ser medido apenas pelo valor gasto. O cidadão espera resultados, porque orçamento aprovado não significa obra concluída e nem recurso empenhado representa atendimento realizado.

No fim, a pergunta continua simples: Quanto foi gasto? E, principalmente, quanto foi entregue?


DA CARTA À QUARENTENA POLÍTICA

 

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro representa mais um capítulo de uma disputa que deixou de ser apenas jurídica para produzir efeitos políticos imediatos. A medida atinge diretamente o principal elo entre Bolsonaro e o ambiente externo, justamente num momento em que o país entra na reta decisiva da campanha presidencial.

O fundamento da decisão é conhecido. Segundo Moraes, Flávio teria utilizado o direito de visita para obter uma carta escrita pelo pai e divulgá-la nas redes sociais, o que, na interpretação do ministro, configuraria uma forma indireta de descumprimento da proibição imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, inclusive por intermédio de terceiros.

Curiosamente, uma estratégia que parecia destinada a manter Jair Bolsonaro presente no noticiário acabou produzindo o efeito inverso: ampliou o rigor das restrições e reduziu ainda mais os canais pelos quais suas manifestações podem chegar ao público.

A política ensina, repetidas vezes, que forma e conteúdo caminham juntos. Às vezes, a mensagem importa menos do que o meio utilizado para transmiti-la e, neste caso, foi justamente o caminho escolhido para divulgar uma carta que acabou se transformando no centro da controvérsia.

O mérito das decisões judiciais continuará sendo discutido por advogados, tribunais e analistas. O fato objetivo, porém, é inequívoco: a carta gerou uma reação do Supremo, endureceu as restrições impostas ao ex-presidente e alterou, pelo menos por ora, a dinâmica política da família Bolsonaro em pleno período pré-eleitoral.


O ACASO, A GENIALIDADE E A CAMISA 10

Hoje, vestir a camisa 10 é um privilégio reservado aos craques. Mas nem sempre foi assim. A história dessa mística começou por um acaso na Copa do Mundo de 1958.

A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) esqueceu de enviar à FIFA a numeração dos jogadores da Seleção Brasileira. Coube à entidade distribuir os números aleatoriamente. O jovem Pelé, então com apenas 17 anos, recebeu a camisa 10.
O restante da história o mundo conhece. O brilho do Rei do Futebol transformou um número comum em símbolo de genialidade, criatividade e liderança dentro de campo.
Depois vieram outros grandes artistas, como Diego Maradona e Zico, que reforçaram a lenda. E Messi. A camisa 10 deixou de ser apenas um número para representar o jogador capaz de decidir partidas, criar jogadas inesperadas e comandar a equipe.
Hoje, dizer que alguém é um "camisa 10" já não é apenas uma referência ao futebol. Tornou-se um elogio a quem faz a diferença, lidera, inspira e se destaca em qualquer atividade. Tudo isso porque, um dia, um garoto chamado Pelé vestiu, por acaso, uma camisa que mudaria para sempre a história do esporte.