12 de jul. de 2026

Outra carta, a mesma pergunta

 

A segunda carta de Jair Bolsonaro em apoio à candidatura presidencial de Flávio acabou produzindo um efeito político inesperado. Em vez de apenas reforçar o nome do senador, abriu espaço para um questionamento explorado imediatamente por Ronaldo Caiado.

Para o ex-governador de Goiás, quando um candidato precisa recorrer novamente ao pai para provar que está preparado para governar o País, transmite uma imagem de fragilidade. "É uma eleição para presidente da República. Cada um tem que mostrar sua capacidade", resumiu Caiado.

É claro que Bolsonaro continua sendo o maior patrimônio eleitoral de Flávio. Ser apoiado pelo ex-presidente rende votos, mobiliza a militância e ajuda a manter unido o eleitorado bolsonarista.

Mas a política também tem suas sutilezas. Quanto mais um candidato depende do prestígio de outro para se afirmar, mais os adversários insistirão na tese de que lhe falta protagonismo próprio.

A carta pretendia fortalecer Flávio. Acabou reacendendo uma pergunta que certamente voltará durante toda a campanha: onde termina a força do apoio de Bolsonaro e começa a liderança do próprio candidato?

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