3 de mar de 2016

Dilma, uma presidente na corda bamba


O governo foi à lona, depois que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Trazida, por conta disto, para o olho do furacão, a presidente Dilma Rousseff tem disparado a língua primeiro do que o cérebro e as bobagens fervilham nas redes sociais. Ao querer desqualificar Delcídio, ela atira no próprio pé. Antes de ser preso, o senador era o líder do governo no Senado. Se ele é desqualificado, sem credibilidade, por que, então, falava em nome dela na Câmara Alta?


Ainda que alertada, a presidente mantém a decisão de tentar desacreditar o senador, atacando-lhe a reputação. Em reunião na manhã desta quinta, com auxiliares, elas os estumou a se referirem a Delcídio como um falastrão, um verborrágico desconexo.


Sentindo-se acima de todos, não vê ninguém com "punch" moral e passado limpo para questionar a sua honra. Esquece-se ela de que, neste mundo da política, pruridos e escrúpulos - como disse Ricúpero, no governo FHC - são palavras, nada mais do que palavras, e de que, ali na Operação Lava-Jato, o menos esperto consegue catar pulgas com luvas de boxe.


Delcídio está hoje o que esteve Roberto Jefferson, em relação ao Mensalão. Sabe tudo e de todos, Dilma e Lula incluídos.


Não bastasse esse desjejum intragável desta manhã, os números da economia mostram que despencamos: o nosso PIB caiu 3,8%, antítese ao que a presidente prometeu em campanha: economia mais forte, com mais saúde, educação, habitação etc..


Para engrossar o caldo, temos marcada, para o próximo dia 13, uma manifestação nacional pelo impeachment. As ruas ditarão o futuro da presidente. Elas podem empurrar adiante o pedido de cassação que se encontra na Câmara dos Deputados, à espera de votação.


O 13 da data é o mesmo 13 do PT. O mesmo 13 que, dizem - exceção feita a Zagalo - , dá azar. A sorte de Dilma está lançada. O dia 13 dirá.

Temos políticos na segurança, mas não temos política de segurança


SEGURANÇA PÚBLICA é uma área mais complexa do que imaginam os que promovem espetáculos circenses, anunciando “guerra ao crime”, quando os números de ocorrências desmentem as óperas bufas montadas. Precisamos de polícias nas ruas? Precisamos, sim, mas precisamos mais do que isso.
Focamos, volta e meia, como paradigma, uma discutida – e questionada - recomendação da ONU, de que empreguemos efetivos policiais a partir de número de policiais por habitantes. Mas este é apenas um dos indicadores e faz com que cuidemos de reforçar apenas um campo: o aumento de recursos humanos. Esquecemos de incluir outros indicadores e suas variantes e variáveis – dentre elas a melhor distribuição do efetivo, de molde a que se adeque às perspectivas históricas de cada região, bem como o estudo de tendências e mudanças de tipos criminais, passando, obrigatoriamente, pela evolução e modernização do modo de agir dos “bandidos". 
Não basta ter gente. É preciso ter gente preparada, pois os serviços e funções estabelecidos por uma verdadeira política de segurança requerem, tanto das polícias civil e militar, uma gama variada de conhecimentos sobre variados aspectos fundamentais – demográficos, sociais, econômicos e políticos; índices de criminalidade, com bons programas de análise criminal via pessoal qualificado; jurisdição de competência; taxas de emprego e desemprego; nível educacional; rendas per capita; sistema judicial eficiente; políticas públicas; investimento em programas de integração da sociedade e polícias; investimentos em preparação e qualificação de policiais e em equipamentos etc..
Já o disse alguém que é fundamental perceber que não se diminui a criminalidade apenas tornando maior a polícia. A polícia necessita não é só de um pessoal numeroso, mas de um pessoal melhor selecionado, melhor formado e melhor equipado.”.
Se queremos medir o nível de criminalidade, só podemos fazê-lo mediante o número de registros de ocorrências. Aumente-se o efetivo e estará aumentado o número de casos registrados pela polícia, muitos deles sequer conhecidos pelas autoridades, pois os seus meios de ação são insuficientes para uma a detecção do índice real da criminalidade.
Resumindo: o estabelecimento e uma política de segurança tem que passar por todos os indicadores a que me referi acima. Cada Estado e cada cidade têm um perfil, - idem os bairros que a compõem. Conhecendo o campo e traçando metas a partir da realidade constatada, pode a polícia realizar o seu trabalho com resultados positivos, ainda que sem o efetivo ideal – mas nem tanto inferior ao mínimo tolerável para a consecução de seus objetivos.
A segurança pública é uma área complexa e não menos é a atividade policial. Daí mereceram, ambas, amplos estudos não só pelos seus componentes, mas também por agentes públicos importantes para o seu permanente fortalecimento. E, também, pela mídia, que tem o dever de não apenas divulgar informações à população, com notícias e acontecimentos relevantes, mas que tem o dever de fazê-lo com a cautela necessária em respeito aos profissionais e aos cidadãos.
Entendo que deve gerir a segurança quem dela entende, nunca agentes políticos com passagens efêmeras, leigos no assunto e apenas ávidos por manchetes. Temos políticos na segurança, mas não temos política de segurança. Deve cuidar dela os que conhecem o mato em que estão lenhando, gestores em permanente busca de conhecimento e determinados a oferecer à comunidade um serviço de qualidade e confiança-mútua.
Segurança pública é muito mais séria do que imaginam os que nela caem de paraquedas, os que chegam para brincar de mocinho e bandido e posar para fotos de jornais e câmeras de tevê.



26 de fev de 2016

Vídeo: Bandidos usam tecnologia e fazem a farra

Os bandidos pintam e bordam. Agora, os que limpam carros, roubam e levam o que querem, estão felizes. Mais aparelhados do que as polícias, os lalaus estão curtindo inovação tecnológica. Conheça o CHAPOLIM. 

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24 de fev de 2016

O Brasil achincalhado lá fora por conta dos nossos lalaus

Estamos mal, muito mal, moralmente, lá fora. Os corruptos da política e dos negócios aprontam, sujando a nossa imagem lá fora. Vejam este vídeo do programa do Jimmy Connor, na TV estadunidense. Nos dá vontade de pegar esses malandros barões da cleptocracia e lhes dar um açoite com banho de salmoura, por cada tostão surrupiado.  
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20 de fev de 2016

Eleições 2016: o plano de metas Vecci para Goiânia

Vecci: candidatura só falta ser homologada
A candidatura de Giuseppe Vecci a prefeito de Goiânia, pelo PSDB, pelo visto, já está decidida. A prévia marcada para o próximo dia 21/02, domingo, não passará de um simulacro de escolha democrática.

A constatação disso se materializa com a existência de um conjunto de propostas do candidato – seu plano de governo – que já estaria elaborado e aguardando apenas alguns adendos a serem trazidos pelo governador Marconi Perillo, que retorna a Goiânia neste final de semana, depois de um périplo pela Oceania.

Dentre estas “contribuições” buscadas pelo líder maior dos tucanos no Estado estaria um projeto de moderno Veículo Leve sobre Trilhos, tendo como “calço” o subsídio que irá assegurar baixíssima tarifa aos usuários.

As principais propostas de Vecci seriam:

01 - Estimular as construtoras, através de incentivos fiscais e em parceria com o Governo do Estado, a executarem projetos de edifícios residenciais no centro de Goiânia. As áreas prioritárias estão no Setor Central, com preferencia para as avenidas Tocantins, Paranaíba, Araguaia, Ruas 1, 3 e 4 e na Rua 55 (Bairro Popular).

02 - Construir o Hospital dos Funcionários Públicos Municipais, em área na Avenida Independência, ao lado da Praça do Trabalhador.

03 - Construir um Hospital Oncológico Municipal, em frente ao Instituto Médico Legal (IML).

04 - Abrir vagas para a contratação de mais  2 mil guardas civis.

05 - Abrir vagas para a contratação de 3 mil agentes de saúde.

06 - Transformar todos os CIAMS em hospitais municipais, com UTI e maternidade.

07 - Transferir todos os funcionários para o IPASGO, extinguindo do IMAS.

08 -  Reduzir para 12 o número de secretarias municipais e criar 4 subprefeituras.

09 – Pleitear a criação de posto alfandegário no aeroporto  de Goiânia.

10 - Regularizar o Uber, ampliando os meios de locomoção leves na Capital, até então por conta dos serviços de táxi.

11 – A construção de 5 viadutos – dois deles com obras em andamento: um na Pio XII, no final da Marginal Botafogo com a Avenida Jamel Cecílio, e outro na Avenida 136 com a Rua 90.

12 -  Reduzir o ISSQN da Capital para representantes comerciais para 2% e os demais serviços par 4%.

13 -  Desconto no IPVA a carros de empresas que transferirem placas para Goiânia,

14 – Realizar a coleta de lixo na região central de Goiânia e bairros nobres, diariamente, somente no período noturno.

15 – Coibir a entrega de mercadorias no centro da cidade e regiões mais movimentadas durante o dia. Tais ações de carga e descarga só poderão se dar depois das 19 horas. A medida é tida, também, como forma de gerar empregos.

16 – com base em convênio do Município de Goiânia com o Governo do Estado, as empresas que têm filiais, como supermercados, que contratarem pessoas na região onde as suas lojas estão instaladas, gozarão de benefícios tributários.

Em síntese, seriam essas as principais metas de Giuseppe Vecci em sua campanha rumo à Prefeitura de Goiânia.


14 de fev de 2016

A AGETOP e seus "cuidados" com as rodovias de Goiás

O flagrante de como a AGETOP está cuidando dos buracos nas rodovias goianas. As verdadeiras estradas que o Governo de Goiás (né, Zezé; né, Luciano) não mostra nas propagandas, na TV.

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31 de jan de 2016

Carta aberta aos meus leitores e leitoras

Sou um técnico em marketing político. Não tenho partidos e não pertenço a governos. Em anos de campanha, seis meses antes, afasto-me do jornalismo e o marketing eleitoral passa a ser o meu dia a dia.

Esclareço isso, pois há mal informados, ou pessoas que não me conhecem, ou indivíduos maus-caracteres mesmo, que se põem a me julgar nas redes sociais, tachando-me de “marconista” e que hoje, ao criticá-lo, estou “cuspindo no prato em que comi”.

Nunca dependi de tal senhor. Prestei às campanhas dele serviço profissional, como tantos outros. Trabalhei e fui pago, sempre com atraso em todas elas, por sinal. Nunca fui seu badameco, “pau-mandado” ou símile.

Participei da campanha de Íris, em 1982, e, em 1986, da eleição de Henrique Santillo. Estive nas campanhas no Tocantins, em 1990 e 1994.  Cuidei do programa  de TV de Valdi Camárcio, do PT,, na campanha para prefeito de Goiânia, em 1996. Fiz a campanha de Marconi, em 1998, e, a convite de Carlos Maranhão, a de Lúcia Vânia à Prefeitura de Goiânia, em  2000.

Devem ter gostado do meu trabalho, pois fui novamente contratado, em 2002, para a campanha de reeleição de Marconi, além das campanhas de Lúcia Vânia e de Demóstenes Torres, ao Senado.

Nas eleições em Goiânia, em 2004, fiz os programas de rádio do Sandes Júnior, do PP. Em 2006, cuidei dos programas de rádio de Marconi, candidato ao Senado, e de Alcides Rodrigues, ao governo.

Em 2008, mais uma vez a convite de Carlos Maranhão, assumi a campanha de rádio de Marcelo Lélis, candidato do PV à Prefeitura de Palmas. 

Nas urnas de 2010,  apresentei os programas de rádio dos senadores Lúcia Vânia e Demóstenes. Neste ano, o próprio então senador Marconi Perillo me contratou para fazer a sua campanha de rádio ao governo. Após a eleição, me mudei para a Bahia, mas tive que voltar para receber o que ainda me era devido. Lúcio Fiúza, de quem recebera atrasados em campanhas anteriores, também era o encarregado deste acerto.

Com muito custo, recebi, em duas parcelas, e só vim a saber, depois, com a divulgação das gravações dos grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que os pagamentos haviam sido feitos por Carlos Cachoeira, através de suas empresas de fachada.

Descobriu-se, ali, que o governador Marconi Perillo vivia em estreitas ligações com o contraventor – coisa que era desconhecida por todos. Decepcionado ainda mais fiquei eu. Por um trabalho limpo fui pago com dinheiro sujo.

Sobre críticas que faço hoje a Marconi, como jornalista  eu sempre as fiz, desde quando ele foi eleito governador pela primeira vez, em 1998. Quem acompanha o meu trabalho sabe disso.

Iristas se dizem zangados comigo por conta de uma gravação que circula pelas redes sociais, onde mostro as riquezas do então candidato do PMDB ao Senado, em 2002. Só não dizem que tal vídeo foi usado na campanha eleitoral daquele ano. Não o fiz como jornalista, mas como apresentador de um programa eleitoral. Disso se aproveitam os paus-mandados da Corte e compartilham tal gravação, que não é minha, é do partido a que pertence o governador.

Fiz este breve retrospecto para esclarecer aos mal-informados ou desconhecedores dos fatos – e para calar os boquirrotos – que só fiz campanhas eleitorais. Sou especialista nisso, sou profissional em marketing político.


Sobre o meu trabalho limpo pago com dinheiro sujo, esta gravação comprova o que eu disse na época e desmoraliza até sentenças explicitamente tendenciosas. Assistam e tirem as suas conclusões.
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