31/07/2014

Governo Marconi, o colecionador de ossos

De janeiro a julho, 11 moças, algumas meninas ainda (Carla e Isadora, 15, e Taynara, 13), foram executadas com tiros a queima-roupa. Fala-se em “serial killer”, teoria descartada pela polícia. Até agora, essa tem sido a única resposta: não se trata de um mesmo matador. Mas se trata de um mesmo governador, passivo, omisso, indiferente. Tem tempo para se reunir com políticos em palácio, transformando a sede do governo em comitê eleitoral – e isso é crime –, mas não para colocar na parede o comando policial e a figura decorativa do secretário de Segurança Pública, que até hoje não disse a que veio. Aliás, o próprio Marconi Perillo também, até o momento, não justificou os votos recebidos nas urnas. É um zero à esquerda.

Mylleide, Sinara e Rayane
Matam-se todos os dias em Goiás. O império de Marconi virou uma Faixa de Gaza no coração do Brasil. Já depositamos sobre a sua mesa os cadáveres de Valério Luiz, Boadyr Veloso, Davi Sebba, Cabo Capinam, Elaino Garcia. Os de Rayane Kellry, Sinara Monteiro e Mylleide Morgana e de uma quarta não identificada, fuziladas no Morro do Mendanha.  


Sobre a mesa de Marconi depositamos, também, os cadáveres de Beatriz, Ana Maria, Wanessa, Janaína, Bruna, Carla, Isadora, Thamara, Taynara, Rosilene e Juliana. É com os pais e mães dessas meninas que Marconi deve estar pronto para debater segurança. Deve não poucas explicações aos pais dos moços e moças que perderam a vida nesta terra de homens sem lei e sem piedade.   

Coloquemos na parede do seu gabinete palaciano e na parede do seu quarto, no Palácio das Esmeraldas, esta primeira página de O POPULAR estampando os rostos das inocentes vítimas da ausência do Estado na proteção aos cidadãos. Vítimas do descaso, do desgoverno, da omissão, da incúria. A única eleição que merece é ao título que lhe damos: colecionador de ossos.


19 de janeiro – Beatriz Cristina Oliveira Moura, 23 anos.
14 de março – Ana Maria Victor Duarte, 26 anos.
23 de abril – Wanessa Oliveira Felipe, 22 anos.
08 de maio – Janaína Nicácio de Souza, 25 anos.
08 de maio – Bruna Gleycielle de S. Gonçalves, 26 anos.
23 de maio – Carla Barbosa de Araújo, 15 anos.
01 de junho – Isadora Aparecida C. dos Reis, 15 anos.
15 de junho – Thamara da Conceição Silva, 17 anos.

25/07/2014

Um aeroporto para as "aeroneves"

Aécio “quebrou” a cara. A obra com dinheiro público seria em benefício próprio, pois a construção do pequeno aeroporto em Cláudio não era necessária. Não se trata de cidade de grande porte e fica a apenas 50 km de Divinópolis, que é provida de um aeroporto em condições de atender a região. 

Não sou eu quem alega tal desnecessidade, mas, sim, o promotor Eduardo Nepomuceno, do Ministério Público de Minas Gerais. Ele desmente as declarações de Aécio de que o caso estaria encerrado por haver regularidade na desapropriação das terras do tio, onde foi construído o campo de pouso.

O promotor disse que a fundamentação para a desapropriação é questionável. Se Divinópolis atende a região, é preciso entender por que houve a necessidade da construção daquela pista ali e que fique provado o real interesse público para a existência da obra.

O ponto nevrálgico da coisa justifica a fala gaguejante do tucano sobre o assunto: o aeroporto foi feito em terras do tio, mas a exatos 06 quilômetros dali fica a fazenda do próprio Aécio, cuja sede o dono a considera como o seu “palácio de Versalhes”. É o que Nepomuceno quer provar: uso de dinheiro público para atender interesse privado.

Difícil será Aécio provar que não é verdade.

24/07/2014

Aécio: o netinho mimado e o aeroporto do titio

Não o apertem que ele "apela", tal qual Marconi, em Goiás
O caso do aeroporto é o primeiro grande teste de Aécio como vidraça. E ele não passou. Não tem equilíbrio na lida com fatos polêmicos. Não tem preparo para enfrentar adversidades jornalísticas. Acostumou-se ao silêncio da mídia no feudo (tal qual Marconi Perillo em Goiás) e se perde quando alguém o devolve à realidade.
Vi as suas entrevistas sobre o "aeroporto do titio". Como bem disse Elio Gaspari, a explicação de Aécio não decola. Aponho o "e nem cola". Arrogante e nervoso (tal como Marconi Perillo em Goiás), disse aos jornalistas que nada falaria, pois estava "tudo explicado".  
Não há nada explicado. Alega, em pálida resposta, que o tal aeroporto pertence ao Estado e não ao tio, pois a área havia sido desapropriada. E não foi. O caso está na justiça. Mas o que causa espécie é o fato de - se o aeroporto é do Estado - só se ter acesso a ele pegando a chave na fazenda, desde que devidamente autorizado.  
Incomodado pela insistência dosa repórteres, meteu os pés pelas mãos e botou a culpa no pessoal do PT - os "barbudinhos" teriam vazado a notícia. Ocorre que o fato é velho. Os jornais de Minas calaram porque são pagos para isso (tal como faz Marconi Perillo em Goiás). A Folha deu a notícia. Fosse fonte petista, não seria surpresa se a manchete fosse outra e incriminando quem contou a história.
Mimado nas Alterosas por ser neto de Tancredo, esperava ele ser poupado de dissabores. Façam uma pesquisa entre cidadãos até 35 anos e poucos saberão quem foi o vovô do pimpolho chorão. Quem fala em ética, moral e bons costumes não pode agir de forma dissonante dos seus significados.
Isso serve para o seu companheiro Marconi Perillo, de Goiás, já tido como futuro ministro de Transportes no "Aecio's Team". O tucano goiano está a dever explicações aos goianos. E não poucas. Delas falaremos depois.    

16/07/2014

Não emplaque. Tem trambique no DETRAN!

Ministério Público na parada. Emplacamento foi suspenso. Ilegal, imoral, com prejuízos para o Estado. Esquema foi feito para favorecer a empresa vencedora.


Amigos, ano passado, quando o DETRAN decidiu – ilegal e indevidamente (provaremos aqui) – pela troca das placas comuns pelas com código de barras, fez publicar a Portaria nº 355/2013 em que exigia, entre outras coisas, que tivesse sede em Goiânia (art. 2º) e sujeita a vistoria.

Apenas quatro empresas apresentaram seus documentos em tempo hábil: Bellas Placas (processo nº 173434213), Nova Placa (processo nº 201300025007292), Seplac do Brasil (processo nº 2013000250007297) e UTSCH do Brasil Indústria de Placas e Segurança Ltda. (processo nº 201300025007156).

O trambique (permitam a expressão) se manifestou de imediato. Apesar de as quatro empresas terem dado início ao processo de credenciamento no mês de setembro de 2013, curiosamente, apenas a empresa “ganhadora” – a UTSCH do Brasil – foi a primeira a ser notificada para complementar os documentos inicialmente apresentados. Ela recebeu sua notificação em 17 de setembro de 2013, com prazo final em 23 de dezembro. Imediatamente, ela cumpriu a notificação e foi a única a ser vistoriada por pelo DETRAN.

Estranhamente, as outras três empresas só vieram a receber a mesma notificação nos dias 17 e 18 de dezembro de 2013. Com o prazo final no dia 23, elas teriam apenas cinco dias para complementar a documentação.
Mais estranhamente, ainda, antes que o prazo concedido às empresas se esvaísse, o então Presidente do DETRAN, Sebastião Vaz da Silva, aos 19/12/2013, ou seja, um dia após notificar as três empresas, credenciou apenas a UTSCH do Brasil, pela Portaria nº 642/2013 (Publicada no Diário Oficial do Estado de 26/12/2013, Edição nº 21.739).

No dia seguinte ao credenciamento da UTSCH do Brasil (em 20 de dezembro de 2013, dentro do prazo concedido a elas), as empresas Bellas Placas, Nova Placa e Seplac apresentaram os documentos exigidos, mas, mesmo assim, não foram credenciadas.

Cobrado pela SEPLAC, o DETRAN se manifestou apenas no mês de janeiro deste ano, informando que as três empresas concorrentes não seriam credenciadas por não terem apresentado determinado documento.
Que documento seria esse? Aí é que está o “pulo do gato”.  O artigo 12, alínea “c”, inciso IV da referida portaria, assim dispõe:

Artigo 12 – A homologação a que se refere o artigo 3º desta Portaria deverá ser precedida de autorização prévia, pelo período de 01 (um) ano, renovável por igual período, mediante a protocolização de requerimento circunstanciado e apresentação dos seguintes documentos:

[...]

c) Capacidade Técnica

IV – Atestado de Capacidade Técnica emitido por Órgão ou Entidade Executiva de Trânsito de Estado ou do Distrito Federal, comprovando o fornecimento com solução informatizada de codificação e rastreabilidade de placas e tarjetas, atendendo o referido Órgão ou Entidade de Trânsito, nas rotinas de fabricação, distribuição, utilização/descarte de forma integrada com o sistema operacional oficial.

Por tal dispositivo, o DETRAN/GO exige que a empresa interessada no credenciamento possua atestado de capacidade técnica emitido por órgão ou entidade de trânsito de outro Estado. Dentre as candidatas, apenas a UTSCH do Brasil, multinacional com sede no Rio de Janeiro e que já está emplacando carros no Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso, São Paulo etc., pôde cumprir com a tal exigência.

Já as empresas goianas, que fabricam o mesmo produto e com a mesma qualidade, mas que não possuem condições físicas e financeiras para atuar em outros Estados, obviamente, não puderam atender ao quesito, restando claro que foi um processo de escolha dirigido. A tal Portaria nº 355/2013 direcionou as exigências para que apenas a UTSCH do Brasil as pudesse cumprir, criando, dessa forma, um monopólio dentro do Estado de Goiás, liderado por uma empresa que sequer possui sede ou filial neste Estado.

O Ministério Público Estadual, pelos promotores Leila Maria de Oliveira, Rodrigo César Bolleli Faria e Goiamilton Antônio Machado,  protocolizou junto à Vara da Fazenda Pública Ação Civil Pública, com pedido de tutela antecipada, para que o emplacamento seja suspenso . O caso, portanto, está sub judice. Daí recomendar a todos que não emplaquem os seus carros, enquanto não houver a decisão.

P. S. - A portaria federal não exige placas com código de barras e os preços aqui são abusivos. Pior: o DETRAN nem tem como ler as placas. Tem gente precisando de código de barras. Das grades. Da cadeia. 

25/05/2014

Marconi é investigado pela morte de Capinam




As coisas começam a “esquentar” para o ilustre governador de Goiás, Marconi Perillo. O suspense em torno da candidatura não é charme, é medo.  É que ele está sendo investigado pela possível prática do crime descrito no artigo 121 do Código Penal, qual seja:

Art. 121. Matar alguém:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.

Matar quem? Falamos, aqui, do assassinato do Cabo Capinam, que já é objeto de sindicância (nº 367) pelo Superior Tribunal de Justiça, a quem compete processar e julgar os governadores de Estado.

De acordo com o relatório e decisão da ministra relatora Nancy Aldrighi, “cuida-se de investigação criminal destinadas à averiguação criminal destinada à averiguação da possível prática do crime descrito no art. 121, CP, pelos investigados M. F. P. J. e E. C. A.” – as iniciais, respectivamente, de Marconi Ferreira Perillo Júnior, governador de Goiás, e de Edson Costa Araújo, à época Comandante-geral da Polícia Militar.

Em sua decisão datada de 05 de abril deste ano de 2014, a ministra também determinou as seguintes providências:

a)       a expedição de OFÍCIO à 1ª Vara Criminal de Goiânia, para encaminhamento de cópia integral do Inquérito Policial Nº 161/2013, bem ainda de eventuais apensos ou autos conexos, nos quais estejam encartadas provas de caráter sigiloso, respeitantes ais fatos investigados no referido IP;
b)       a expedição de CARTA DE ORDEM para a seção Judiciária de Goiás, para oitiva i) da Delegada de Polícia RENATA VIEIRA, a qual, segundo o MPF, “passava pelo local do crime”, podendo, assim, declinar “o que viu” e “se teria condições de reconhecer o autor dos disparos”; e, ii) do policial KLÉBER MOREIRA QUEIROZ DE PAULA MARQUES, o qual, nos termos no requerimento do MPF, deverá ser indagado sobre a documentação apresentadas e sobre o homicídio;
c)       a expedição de ofício à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios de Goiânia acerca de eventual conclusão das investigações  no Inquérito Policial nº 161/2013.   

De acordo com o Mandado de Intimação n 018/2014, de 05 de maio passado, Kléber Moreira foi intimado pelo Juiz Federal Mark Ishida Brandão, para ser ouvido no dia 14, também deste mês.  
A ministra quer saber sobre a conclusão do Inquérito Policial 161/2013. Catorze meses são passados da morte do cabo Capinam, de 42 anos, executado com 13 tiros nas proximidades do Detran, em Goiânia.

Os dias futuros não serão nada tranquilos para o Senhor Governador.  Ou Poderoso Chefão, ilação pertinente, a se medir por este e por outros fatos que estão vindo à luz.

28/03/2014

Por que critico Marconi


Há leitores que questionam a minha postura crítica em relação a Marconi Perillo. De aliado passei a algoz. Senti que volta e meia será preciso repetir o episódio causal da nossa briga, para que todos entendam o meu comportamento.

Fui dos primeiros a me ombrear com ele, em 1998. Ao fazer opção, o fiz pela amizade e por crer que ali realmente estava se abrindo um novo caminho para a prática política em Goiás. Esse mesmo sentimento que teve Itamar Correa, autor da trilha sonora da primeira campanha vitoriosa, inaugurando o que acreditávamos ser verdadeiramente o tempo novo. 

Entrei na guerra de corpo e alma. E assinei a minha entrada. Fui o único a colocar no ar, no programa de rádio, a minha vinheta com o meu nome, me identificando com o candidato e com os propósitos dele. Eu acreditava nele. Nós acreditávamos nele.

Conversei sobre isso com o ex-governador Henrique Santillo, de quem fui assessor de imprensa. Ele também via ali essa possibilidade de estarmos começando uma nova era. Sonhávamos colocar no poder um governante comprometido com a democracia. Santillo achava que o estilo de Íris fazer política sucumbiria diante de um candidato mais moderno, com propostas mais avançadas. Achávamos que Marconi seria esse moderno, esse novo que almejávamos. Não poucas vezes fui à chácara do Dr. Henrique, em Anápolis, para conversar sobre isso.

Acreditei no candidato
 
Nerso, a arma devastadora de 98
Ano de 1998. Foi gravando o programa do candidato a senador Fernando Cunha, ao comentar sobre a composição da chapa peemedebista – Íris para o governo, Maguito para o Senado e Dona Íris suplente de Maguito –,  que criei a figura da “turma da panelinha”, que o Renato Monteiro e o Leo, da Verbo, materializaram na TV com o talento do Nerso da Capitinga.  Íris tinha 72%, Marconi 4. Viramos e ganhamos a eleição.

A tal panelinha foi a arma decisiva. Ela traduziu para o popular a ambição do adversário. Ela simbolizava o controle da política nas mãos de poucos.  Íris já havia sinalizado para esse pecado quando ele próprio disputou o Senado, colocando o irmão Otoniel na suplência. Não queriam dividir o comando com ninguém.

Vencemos em 98, fomos bi em 2002. Eu não convivia com o governador. Não trabalhei no seu primeiro governo. No segundo, escrevia discursos para ele. Foi por pouco tempo. Depois disso eu só o via na época a das campanhas. Eu vivia mais por conta de me defender dos processos que havia conseguido contra mim, por comprar brigas dele,  que nunca perguntou se eu precisava de advogado ou de ajuda para pagar algum.

Na primeira campanha, o meu pega havia sido contra Francisco Agra, o Lilo, ex-prefeito de Itapaci, que havia acusado Marconi de ter desviado verbas da Educação destinada à cidade dele. Se tornaram inimigos mortais. Ma non tropo. Nessa última vitória, Marconi recebeu Lilo e o pai, prefeito atual de Itapaci, com sorrisos e muitas fotos em palácio.

Nessa campanha fui processado por dois procuradores da República. Eu fui hostil na lida com eles. Foi a ambos que pedi desculpas quando fui à CPMI.

Em 2006, terceira vitória, com Marconi para o Senado e Alcides Rodrigues governador. A quarta foi em 2010. Terminada esta campanha, Marconi ainda me devia 90 mil reais. Incumbiu o seu “faz tudo” Lúcio Gouthier de resolver a pendência. 

Causas do rompimento


Em abril de 2011, ele me telefona e pede o número da conta bancária. Passei o da minha filha, que cuidava de pagar as minhas contas. Eu já não dirigia mais por contado Parkinson e ela tomava conta da minha vida. Fui pago em duas parcelas de 45 mil. Depósito feito e o Lúcio ligava informando que estava na conta. Nunca tivemos a preocupação de conferir no extrato geral a autoria do depósito. Se Lúcio ligou informando é porque ele os fez.

Só ficamos sabendo que os depósitos haviam sido feitos por Alberto & Pantoja e Adécio & Rafael (45 mil cada) quando estourou o Cachoeiragate. Eu estava na Bahia, no Polígono das Secas, fazendo uma reportagem, quando minha filha me ligas contando que fora citada nacionalmente como beneficiária do esquema Cachoeira.

Eu estava em Poções, na Bahia, quando fui localizado por um repórter do Estadão. Ele queria saber sobre os pagamentos. Havia ligado para a minha filha e ela lhe disse que só eu poderia explicá-los.

Contei que havia feito a campanha do PSDB, que aquele dinheiro se referia ao que me era devido e que jamais havia ouvido falar nos tais depositantes, pois era ao Lúcio que o número da conta havia sido passado e que achava ter sido ele o autor dos pagamentos..

Não havia falado em nome de Marconi, mas em campanha do PSDB. O repórter liga no Palácio. Se era campanha do PSDB, era a campanha do Marconi. O assessor que o atendeu, ao invés de responder que assuntos de campanha são com o partido, que se ligasse para o PSDB, preferiu emitir uma nota oficial refutando afirmações que eu não tinha feito e chamando-me de irresponsável, leviano e mentiroso. E o que é o pior: eles mesmos colocaram o governador na dança. Eu não havia falado em Marconi, mas em PSDB. O jornal havia falado no governador, não eu.

A jornalista Fabiana Pulcineli me localizou em Vitória das Conquista, Bahia, e me contou detalhes da nota, aos quais respondi, através do programa que ela tem na CBN. Eu disse que os extratos telefônicos comprovariam as ligações feitas por ele mim.  

O palácio emitiu outra nota, se enrolando mais na história: disse que eu havia ligado para o Lúcio e pedido empregos para as minhas filhas. Oras, se eu era amigo do governador, falava com ele a hora que queria, porque iria pedir a um subalterno par pedir empregos.    

O extrato comprova as ligações feitas por Lúcio a mim.  As gravações da polícia federal mostram  Cachoeira falando do depósito feito em meu nome, o Wladimir Garcez(assessor de Cachoeira) falando em pegar número com Lúcio.
Usando certos jornais, os canalhas do Palácio tentaram me destruir moral e socialmente. Nenhum jornalista desses veículos me ligou para ouvir o meu lado.

Falso e farsante


Marconi foi à CPMI e disse ser eu pessoa controversa, que havia pagado 33 mil, conforme nota anexa, blablablá. Mentiu. Na tal nota nem meu nome consta. Fui eu à CPMI e o desmenti, desafiei a todos que viessem cara a cara, mas correram. No ínterim da perlenga, fui tomando conhecimento de coisas feitas por Marconi e das quais eu não sabia.

Ele me processou, mas não ao SERPES, que também havia sido pago por Alberto & Pantoja.  Foi por conta disso que brigamos. Fiz trabalho limpo e fui pago com dinheiro sujo. Ele mentiu, traiu, foi desleal.

Usa jagunçosnet para me atacar com os seus blogs, quando não recorre a bêbados e tão suspeitos quanto ele para me caluniar. De 1998 a 2010, eu era “o cara”, o bom, o melhor do rádio. Agora, não valho nada, não tenho credibilidade, sou leviano, mentiroso. Nem jornalista sou, sou locutor metido a jornalista. Ah, e que eu vendo opiniões.

As pessoas de bem e do bem me conhecem. Sabem quem, sou. A mim não importa o que dizem os lambe bolas do Suspeito Nº Um. Eles não têm moral para falar “a” de quem quer que seja. Acham que as demais pessoas não têm berço e nem honra. Medem o próximo por si.

Nada me afeta do que dizem tais rufiões. Sou jornalista, radialista (locutor com muito orgulho), bacharel em Direito e com especialização em Ciência Política. Sou Cidadão Goiano e Goianiense (talvez por “minhas histórias deprimentes na imprensa”, como disse um dos bêbados (e investigados) da Corte). Sou, também, titular da Academia Goianiense de Letras, cadeira 33.

Nunca fui chamado de ladrão, de corrupto, suspeito de “mamar” em aditivos, e nem estou sendo investigado por conta de cobrar propinas, por formar Caixa 2, por tomar dinheiro da Delta, por tomar dinheiro de dono de cartório, por ligações com jogos ilegais e jogo do bicho etc.  Não vou perder o meu tempo com eles, até porque não sou da polícia e nem do Ministério Público.

Perdão, Goiás

Peço desculpa aos goianos que consegui convencer, de 1998 a 2010, a votar no tal senhor. Eu não sabia, pela alma de minha adorada mãe, de que dessas coisas tal cidadão seria capaz.

Não se trata aqui de meu ódio contra o tal gang leader e sicários, mas do dever e da responsabilidade que tenho de reparar o dano que ajudei a causar a Goiás e aos goianos.

Mil perdões vos peço.  




Há leitores que questionam a minha postura crítica em relação a Marconi Perillo. De aliado passei a algoz. Senti que volta e meia será preciso repetir o episódio causal da nossa briga, para que todos entendam o meu comportamento.

Fui dos primeiros a me ombrear com ele, em 1998. Ao fazer opção, o fiz pela amizade e por crer que ali realmente estava se abrindo um novo caminho para a prática política em Goiás. Esse mesmo sentimento que teve Itamar Correa, autor da trilha sonora da primeira campanha vitoriosa, inaugurando o que acreditávamos ser verdadeiramente o tempo novo. 

Entrei na guerra de corpo e alma. E assinei a minha entrada. Fui o único a colocar no ar, no programa de rádio, a minha vinheta com o meu nome, me identificando com o candidato e com os propósitos dele. Eu acreditava nele. Nós acreditávamos nele.

Conversei sobre isso com o ex-governador Henrique Santillo, de quem fui assessor de imprensa. Ele também via ali essa possibilidade de estarmos começando uma nova era. Sonhávamos colocar no poder um governante comprometido com a democracia. Santillo achava que o estilo de Íris fazer política sucumbiria diante de um candidato mais moderno, com propostas mais avançadas. Achávamos que Marconi seria esse moderno, esse novo que almejávamos. Não poucas vezes fui à chácara do Dr. Henrique, em Anápolis, para conversar sobre isso.

Acreditei no candidato

Ano de 1998. Foi gravando o programa do candidato a senador Fernando Cunha, ao comentar sobre a composição da chapa peemedebista – Íris para o governo, Maguito para o Senado e Dona Íris suplente de Maguito –,  que criei a figura da “turma da panelinha”, que o Renato Monteiro e o Leo, da Verbo, materializaram na TV com o talento do Nerso da Capitinga.  Íris tinha 72%, Marconi 4. Viramos e ganhamos a eleição.

A tal panelinha foi a arma decisiva. Ela traduziu para o popular a ambição do adversário. Ela simbolizava o controle da política nas mãos de poucos.  Íris já havia sinalizado para esse pecado quando ele próprio disputou o Senado, colocando o irmão Otoniel na suplência. Não queriam dividir o comando com ninguém.

Vencemos em 98, fomos bi em 2002. Eu não convivia com o governador. Não trabalhei no seu primeiro governo. No segundo, escrevia discursos para ele. Foi por pouco tempo. Depois disso eu só o via na época a das campanhas. Eu vivia mais por conta de me defender dos processos que havia conseguido contra mim, por comprar brigas dele,  que nunca perguntou se eu precisava de advogado ou de ajuda para pagar algum.

Na primeira campanha, o meu pega havia sido contra Francisco Agra, o Lilo, ex-prefeito de Itapaci, que havia acusado Marconi de ter desviado verbas da Educação destinada à cidade dele. Se tornaram inimigos mortais. Ma non tropo. Nessa última vitória, Marconi recebeu Lilo e o pai, prefeito atual de Itapaci, com sorrisos e muitas fotos em palácio.

Nessa campanha fui processado por dois procuradores da República. Eu fui hostil na lida com eles. Foi a ambos que pedi desculpas quando fui à CPMI.

Em 2006, terceira vitória, com Marconi para o Senado e Alcides Rodrigues governador. A quarta foi em 2010. Terminada esta campanha, Marconi ainda me devia 90 mil reais. Incumbiu o seu “faz tudo” Lúcio Gouthier de resolver a pendência. 

Causas do rompimento

Em abril de 2011, ele me telefona e pede o número da conta bancária. Passei o da minha filha, que cuidava de pagar as minhas contas. Eu já não dirigia mais por contado Parkinson e ela tomava conta da minha vida. Fui pago em duas parcelas de 45 mil. Depósito feito e o Lúcio ligava informando que estava na conta. Nunca tivemos a preocupação de conferir no extrato geral a autoria do depósito. Se Lúcio ligou informando é porque ele os fez.

Só ficamos sabendo que os depósitos haviam sido feitos por Alberto & Pantoja e Adécio & Rafael (45 mil cada) quando estourou o Cachoeiragate. Eu estava na Bahia, no Polígono das Secas, fazendo uma reportagem, quando minha filha me ligas contando que fora citada nacionalmente como beneficiária do esquema Cachoeira.

Eu estava em Poções, na Bahia, quando fui localizado por um repórter do Estadão. Ele queria saber sobre os pagamentos. Havia ligado para a minha filha e ela lhe disse que só eu poderia explicá-los.

Contei que havia feito a campanha do PSDB, que aquele dinheiro se referia ao que me era devido e que jamais havia ouvido falar nos tais depositantes, pois era ao Lúcio que o número da conta havia sido passado e que achava ter sido ele o autor dos pagamentos..

Não havia falado em nome de Marconi, mas em campanha do PSDB. O repórter liga no Palácio. Se era campanha do PSDB, era a campanha do Marconi. O assessor que o atendeu, ao invés de responder que assuntos de campanha são com o partido, que se ligasse para o PSDB, preferiu emitir uma nota oficial refutando afirmações que eu não tinha feito e chamando-me de irresponsável, leviano e mentiroso. E o que é o pior: eles mesmos colocaram o governador nas dança. Eu não havia falado em Marconi, mas em PSDB. O jornal havia falado no governador, não eu.

A jornalista Fabiana Pulcineli me localizou em Vitória das Conquista, Bahia, e me contou detalhes da nota, aos quais respondi, através do programa que ela tem na CBN. Eu disse que os extratos telefônicos comprovariam as ligações feitas por ele  mim.  

O palácio emitiu outra nota, se enrolando mais na história: disse que eu havia ligado para o Lúcio e pedido empregos para as minhas filhas. Oras, se eu era amigo do governador, falava com ele a hora que queria, porque iria pedir a um subalterno par pedir empregos.    

O extrato comprova as ligações feitas por Lúcio a mim.  As gravações da polícia federal mostram  Cachoeira falando do depósito feito em meu nome, o Wladimir Garcez(assessor de Cachoeira) falando em pegar número com Lúcio.
Usando certos jornais, os canalhas do Palácio tentaram me destruir moral e socialmente. Nenhum jornalista desses veículos me ligou para ouvir o meu lado.

Falso e farsante

Marconi foi à CPMI e disse ser eu pessoa controversa, que havia pagado 33 mil, conforme nota anexa, blablablá. Mentiu. Na tal nota nem meu nome consta. Fui eu à CPMI e o desmenti, desafiei a todos que viessem cara a cara, mas correram. No ínterim da perlenga, fui tomando conhecimento de coisas feitas por Marconi e das quais eu não sabia.

Ele me processou, mas não ao SERPES, que também havia sido pago por Alberto & Pantoja.  Foi por conta disso que brigamos. Fiz trabalho limpo e fui pago com dinheiro sujo. Ele mentiu, traiu, foi desleal.

Usa jagunçosnet para me atacar com os seus blogs, quando não recorre a bêbados e tão suspeitos quanto ele para me caluniar. De 1998 a 2010, eu era “o cara”, o bom, o melhor do rádio. Agora, não valho nada, não tenho credibilidade, sou leviano, mentiroso. Nem jornalista sou, sou locutor metido a jornalista. Ah, e que eu vendo opiniões.

As pessoas de bem e do bem me conhecem. Sabem quem, sou. A mim não importa o que dizem os lambe bolas do Suspeito Nº Um. Eles não têm moral para falar “a” de quem quer que seja. Acham que as demais pessoas não têm berço e nem honra. Medem o próximo por si.

Nada me afeta do que dizem tais rufiões. Sou jornalista, radialista (locutor com muito orgulho), bacharel em Direito e com especialização em Ciência Política. Sou Cidadão Goiano e Goianiense (talvez por “minhas histórias deprimentes na imprensa”, como disse um dos bêbados (e investigados) da Corte). Sou, também, titular da Academia Goianiense de Letras, cadeira 33.

Nunca fui chamado de ladrão, de corrupto, suspeito de “mamar” em aditivos, e nem estou sendo investigado por conta de cobrar propinas, por formar Caixa 2, por tomar dinheiro da Delta, por tomar dinheiro de dono de cartório, por ligações com jogos ilegais e jogo do bicho etc.  Não vou perder o meu tempo com eles, até porque não sou da polícia e nem do Ministério Público.

Perdão, Goiás

Peço desculpa aos goianos que consegui convencer, de 1998 a 2010, a votar no tal senhor. Eu não sabia, pela alma de minha adorada mãe, de que dessas coisas tal cidadão seria capaz.

Não se trata aqui de meu ódio contra o tal gang leader e sicários, mas do dever e da responsabilidade que tenho de reparar o dano que ajudei a causar a Goiás e aos goianos.

Mil perdões vos peço.  


EIS A VERDADE DOS FATOS


Fim de caso. Extrato telefônico prova a ligação de Lúcio Gouthier para mim, pedindo o número de conta bancária, tal como eu disse à imprensa e , depois, à CPMI.  Recordemos o caso:

Lúcio liga para o meu celular e pede o número de conta bancária para fazer o depósito do que me era devido da campanha eleitoral de 2010. Eu lhe dei a conta de minha filha Bruna, pois é ela quem cuida da minha vida.

Um ano depois, o nome dela aparece como beneficiária de depósito feito por firma fantasma de Carlos Cachoeira. Procurado pelo Estadão, contei os fatos exatamente como se deram. Para nós, Lúcio teria feito o depósito, pois ele ligara pedindo a conta e nós nunca havíamos ouvido falar em qualquer Alberto & Pantoja da vida. 

Ao invés de buscarem uma saída honrosa para a solução nada ortodoxa dada ao problema do pagamento, os palacianos preferiram jogar sobre mim a relação espúria, desencadeando os mais sórdidos ataques contra a minha pessoa.

Alguns dias depois, uma reportagem do SBT mostrava de que lado estava a verdade. Agora, o extrato confirma o que eu disse e  bate com a matéria publicada por aquela rede.

O roteiro, passo a passo

Incluamos no roteiro da reportagem o dado confirmado pelo extrato:

No dia 12 de abril de 2011, Carlos Cachoeira liga para Vladmir Garcez pedindo os números de contas bancárias, para que fossem feitos alguns depósitos.

Wladmir diz a Cachoeira que vai pegar os números com o Lúcio e que depois repassa para ele. 

Wladmir liga para o Lúcio, pedindo os números das contas onde queria que fossem feitos depósitos. Lúcio lhe disse que era a mim que deveria pagar, mas que não tinha o número de minha conta bancária. Foi quando ele ligou da casa dele (3215-xxxx) para o meu celular (8421-xxxx) perguntando em que conta deveria ser feito o depósito. Eu lhe disse que na de minha filha Bruna, e lhe passei o banco, a agência e a conta.

Dois dias depois, Cachoeira liga para o Wladmir informando que "o do Bordoni já foi feito. Agora precisa me passar os demais".

O extrato telefônico mostra as quatro vezes em que Lúcio tentou falar comigo no dia 12/04/2011, só conseguindo na última chamada. Destacados em amarelo aparecem o nome e o telefone dele (3215-9714), a data, o meu nome e o número do meu telefone (8421-7045).  Era o documento que faltava e eu havia pedido à CPMI para que o obtivesse, dada a demora pela via  judicial.  

A reportagem do SBT já havia antecipado a confirmação da origem do depósito. Vale repeti-la mais uma vez.