23/04/2014

Bem vindo, amigo Jorge

Kajuru é meu amigo. Eu o recebi na sua chegada a Goiás, ele ainda com 17 anos de idade. Era plantonista esportivo na Difusora. Foi para Minas, virou repórter, fez sucesso. É self-made-man. Tive a honra de montar a programação da emissora dos seus sonhos, a Rádio K. Fizemos uma revolução no rádio. Foi bom enquanto durou.

Tivemos as nossas diferenças. Perillo foi o motivo de uma delas. Ambos ajudamos o "moço da camisa azul". Eles tiveram contenciosos. Kajuru contou "n" vezes o ocorrido. O tiranete acabou com os seus sonhos. Ouvi - não dele - que fala em voltar, em ser candidato. Declarei ser dele o meu voto. Dois ou três muares me agrediram verbalmente, por isso. Não posso nem mais votar em um amigo. Tais mênstruos são incapazes de discordar sem ofender. 

Defeitos, quem não os tem? Chamam a mim e a ele de "porras loucas". Se falar sem medo é isso, somos isso. Colhões não nos faltam. Se combater bandidos na política, na administração pública, é ser "porra louca", o somos com prazer. Não devemos nada a f.d.p. algum. Se nós somos isso, ao menos não somos ladrões, corruptos, desonestos, mentirosos, safados, canalhas etc..

Tenho 50 anos de jornalismo. Aprendi, ao longo desse meio século, a não colocar questões pessoais no circuito. Admito ter deixado que a emoção preponderasse sobre a razão, em muitas críticas que fiz ao Perillo. É que foi brutal a canalhice dele e sequazes contra mim, que só quem viveu dor, angústia e revolta por conta disso é que sabe entender bem as reações abruptas e fora do tom vindas de minha parte.

Errei? Se eu errei, reparo. Mas não neguem a mim e a ninguém o direito de errar. O meu nome é meu patrimônio e canalha algum vai vilipendiá-lo impunemente. Aqueles que não gostam do que digo e penso que não acessem as minhas páginas.

Eu voto no Kajuru

Kajuru candidato? Ouvi dizer, não ouvi dele. Tudo o que disser sobre Marconi será terra pisada. Alguns dirão que é coisa velha. Discordo. Será terra a ser obrigatoriamente repisada. Velho é o mau caráter, a ira de que se alimenta o “Senhor Governador”, em permanente transfusão de ódio a endurecer ainda mais o seu coração de pedra.

Kajuru, ao repetir as críticas, estará apenas mantendo acesa a chama da memória, acionando o replay para que nada sobre o tirânico e truculento faraó do cerrado seja esquecido.

Fator Marconi de lado, como parlamentar, Kajuru tem bons projetos e ideias para realizar um bom mandato. Eu as conheço e voto nele. O meu voto é dele. E peço o seu.  

10/04/2014

Irmão do rei flagrado com as calças na mão

Toninho Perilampinho, agora também é Gasparzinho, o fantasminha camarada. Reproduzo aqui o post da Fabiana Pulcineli, destaque de hoje do seu concorrido  blog. Voltarei ao assunto. 

Irmão de Marconi é um dos denunciados na Operação Poltergeist


Com informações de Gabriela Lima 
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) protocolou denúncia, na tarde desta quinta-feira (10), contra 36 pessoas envolvidas no esquema de contratação de servidores fantasmas na Câmara de Goiânia e na Assembleia Legislativa. Entre os denunciados está o irmão do governador Marconi Perillo (PSDB), Antônio Pires Perillo, conhecido como Toninho. Os crimes apontados na denúncia são peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O esquema veio à tona durante a Operação Poltergeist realizada no dia 1º de abril. Entre os denunciados estão ainda o deputado estadual Daniel Messac (PSDB), o vereador Divino Rodrigues (PROS) e o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa Milton Campos.

Toninho também esteve envolvido no caso Cachoeira. De acordo com as investigações, ele tinha uma das linhas de rádio Nextel habilitadas no Estados Unidos para evitar grampos. O relator da CPI à época, deputado Odair Cunha (PT0MG), chegou a pedir o indiciamento dele pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, tráfico de influência e fraude em licitações. De acordo com o relatório, ele trabalhou "intensamente" para beneficiar o grupo criminoso comandado pelo contraventor, inclusive em negociações envolvendo obras públicas. O relatório, no entanto, foi modificado antes da aprovação.

Marconaíma, o herói sem caráter

Ele não conhece ninguém, só a ele. É Narciso, que se vê único no espelho. Se serviu de Cachoeira para depois negá-lo. É da natureza dele esta ausência de caráter. 



Demóstenes era o senador nota 10, manchete diária e presença permanente nos telejornais. Era o bambambã da Câmara Alta. A credibilidade dele era absoluta. Assim, quando leio a transcrição de grampo do telefonema entre ele e Cachoeira, falando sobre Marconi, não há por que duvidar dessa relação próxima do governador com o empresário dos jogos de azar.

O dinheiro de Cachoeira teria salvado a campanha marconeira

Que interesse haveria por parte de Demóstenes em citar apenas por citar o nome do governador? Ora, quando ele diz que Marconi pediu para dizer algo ao Carlinhos é porque o pedido realmente lhe foi feito. E se Marconi manda recado sigiloso, aquela história de que nunca se relacionara com Carlinhos não é verdadeira. O jeito como Demóstenes se refere a ele não há dúvida de que a convivência é antiga
.
Confiramos a transcrição da conversa telefônica entre Demóstenes e Carlinhos no dia 0/03/2011:

RESUMO

DEMÓSTENES diz que está precisando falar sobre um recado de MARCONI, com ele ou com WLADIMIR. CARLINHOS diz que vai encontrar agora com DEMOSTENES que está em GOIANIA.

DIÁLOGO

CARLINHOS: Ô Doutor!
DEMÓSTENES: Falou, professor! Professor: é o seguinte: eu estava precisando falar com você. Ou se você não puder, mandar o VLADIMIR falar comigo sobre.... não é noda daquele assunto, não. É um outro que apareceu agora. É um recado do MARCONI. Precisava te passar.
CARLINHOS: Ah, tá. Você tá em GOIANIA?
DEMÓSTENES: Tô aqui. Resolvi ir amanhã, às sete da manhã. Se você puder vir aqui... Se não puder, manda o VLADIMIR, que eu explico o que é que é.
CARLINHOS: Tá. Eu vou aí agora, então.
DEMÓSTENES: Então, falou. Um abraço.
(Encerrada)

Pois é. Vinte dias depois (23/03/2011), Demóstenes voltou a falar com Carlinhos.

RESUMO

DEMÓSTENES diz que falou com MARCONI sobre "aquele assunto". Pergunta se tem novidades, Conversam sobre ARRUDA e Lei da Ficha Limpa.

DIÁLOGO

CARLINHOS: Fala, doutor!
DEMÓSTENES: Fala, professor! E aí, tranquilo?
CARLINHOS: Bom demais. uai! Tá vindo hoje?
DEMÓSTENES: Não. Vou embora amanhã ou sexta. O MARCONI, eu falei com ele sobre aquele assunto e ele disse que prefere só comigo e você, sem o prefeito, e que pode ser amanhã ou depois. Ele vai avisar. Se ror amanhã, eu vou pra  GOIÂNIA. Se for depois, eu vou pra GOIANIA depois, tá certo?
CARLINHOS: Então. Tá. Eu vou ficar aqui esperando. Tá Ok?
[...]
 (Encerrada)

No dia seguinte, mais uma prova de que Marconi era “assim” com a turma. Em ligação de Edivaldo Cardoso, do DETRAN, ao Carlinhos, eis qual o clima entre eles: de compadres. Edivaldo fala que Glorinha, da Casa Civil, disse que o governador agendou um jantar na quarta-feira. No dia 28, Wladimir confirma: o jantar com Marconi será mesmo na quarta-feira.  No dia 30, Edivaldo pergunta quais as pessoas que irão. Combinam que serão oito os convidados. Carlinhos diz que levará documento de uma empresa que Edivaldo sugerira. Carlinhos liga para Andrea, sua ex-mulher, e fala sobre o jantar com o governador. Pergunta se ela está precisando alguma coisa com Marconi. Andrea diz esperar que o governador possa continuar intervindo no negócio da ANVISA, se ele puder.

Ora, se é para continuar intervindo é porque a ele já havia sido solicitado que o fizesse. Não tivesse ele relação próxima com Cachoeira, como poderia já estar no lance ajudando Andrea?

Essa desculpa de que não conhece Carlinhos é balela. Afinal, quem foi que mudou a lei, permitindo que a GERPLAN, empresa do Carlinhos continuasse comandando a Loteria do Estado de Goiás? Quem? Quem? Sua Majestade perilampa.

O caráter é vital num homem. Falta-lhes tal atributo. Serviram-se todos de Carlinhos, do seu dinheiro, dos seus negócios e, depois, o negaram mais de três vezes. Todos saindo pela tangente. “Nunca o vi”, “só estive com ele em duas oportunidades”, blábláblá.

Os safardanas comeram e beberam da mesa dele, engordaram bolsos e patrimônios com a grana editada pelas maquininhas de jogos eletrônicos e, depois, como sói aos pusilânimes, lhe viraram as costas.

Cachoeira deveria contar aos goianos a história verdadeira dos R$ 600 mil emprestados ao Rincón, do milhão levado ao governador, lá em Pirenópolis, da casa vendida ao Pinóquio do Alphaville, da propina que Marconi teria pedido para liberar os pagamentos da Construtora Delta. Contar como Lúcio passou para ele os números das contas bancárias de minha filha e do Instituto Serpes, que também foi pago com grana depositada por Alberto & Pantoja.    

As gravações feitas pela Polícia Federal não deixam dúvidas quanto aos que mamaram nas fluentes tetas da vaca waterfall. E depois as abandonaram. Como sói aos iníquos, aos ímpios, aos covardes.

Vamos refrescar a memória, principalmente a do governador, que tem alertado contra a ostentação.  Na falta de dinheiro que já prevê, fala em campanha parcimoniosa. Claro que não há como acreditar nele. Vai para ele et caterva esta guarânia.

Foi na última eleição
Sem dinheiro pra pagar
O Bordoni e o Serpes

E você veio me ajudar...


08/04/2014

Marconi reedita o velho truque do reajuste

O governador Marconi Perillo encaminhou à Assembleia Legislativa o pacote de projetos que promete beneficiar cerca de 150 mil servidores, entre esse número estão ativos, inativos e pensionistas. Esta medida é vista como maneira do tucano melhorar sua imagem perante aos servidores estaduais, uma vez, que caiu em descrédito com o funcionalismo devido aos planos de carreira e remunerações defasadas.

A primeira proposta se trata de uma revisão anual dos subsídios e proventos do servidores civis e militares, o percentual colocado no projeto é de 5,56%. O piso do magistério será reajustado em até 8,32%, além do reajuste beneficiar os demais níveis de cargos que os professores exercem no estado.

A Polícia Civil foi a primeira contemplada pelo pacote da bondade, pois o projeto que beneficia a categoria já foi aprovado pelo parlamento goiano na última semana. Serão beneficiados agentes de polícia, escrivães, agentes auxiliares, comissários, escreventes, papiloscopistas, classificadores e datiloscopistas. Os valores serão a serem acrescidos serão de 18,5% que será pago em novembro, 12,33% em novembro do próximo ano, 12,33% em novembro de 2016 e outros 12,33% na mesma data do ano de 2017. Este reajuste também está programado para atingir os profissionais dos cargos auxiliar de autópsia, auxiliar de laboratório criminal, desenhista criminalístico e fotógrafo criminalístico, bem como de aposentados e pensionistas com direito à paridade, bem como cargos de perito criminal, médico legista e odontolegista.

Nesta semana estão previstos o encaminhamento de novos projetos para a ALEGO que irá tratar exclusivamente dos planos salariais dos servidores da Saúde, policiais e bombeiros militares. Conforme divulgação, a expectativa é que estes possam ser beneficiados até o final deste mês.

Fonte: DM

PONTO FINAL

Que os servidores não vejam isso como generosidade e dêem em troca o voto. Ele não faz mais do que a obrigação quando corrige defesagens salariais. Só um tolo não vê que isso é tentativa de compra de votos. 

Saúde: quanto Marconi paga para as OS na gestão de hospitais

O molde do edital da Secretaria de Saúde de Goiás para a escolha da OS que vai gerir o HUGO II (o novo Hospital de Urgência de Goiânia) é ilegal, imoral e engorda o bolso da favorecida. A incompetência para elaborar editais neste governo assusta. Um dos últimos desastres foi o do VLT, cuja verba foi desviada para obras sem dotação orçamentária da AGETOP (obras eleiçoeiras), em prejuízo para a Capital. 

Pelo edital dissecado pelo O Popular, a AGIR, a organização social mais antiga em operação em Goiás deverá ser ungida como gestora do novo hospital. É ela quem cuida do Centro de Reabilitação e Recuperação Dr. Henrique Santillo, o CRER. Pelo menos é o que diz a dedução lógica, a partir dos critérios seletivos estabelecidos. 

De acordo com os termos do concurso, o limite de gasto mensal previsto pelo órgão é de R$ 15.105.732,68, distribuído entre diversos itens. O secretário Halim Girade, curiosamente, diz esperar que a concorrência entre os participantes da concorrência diminua este valor.

Sobre o novo hospital, ele já nasceu dentro da ilegalidade, diz o TCE, em relatório de contas. Foi edificado em área alheia.

Edital vai gerar problemas

Ao especificar demais os quesitos, no sentido de bloquear a entrada de organizações sociais com antecedentes questionáveis, a Secretaria de Saúde produz um edital questionável, juridicamente, para a escolha daquela que vai cuidar da administração do HUGO 2 de Goiânia,  É que ele, além de barrar quem foi desqualificado também beneficia as OS que já atuam em Goiás.

A mais antiga delas é a Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir), responsável pelo Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) desde 2002. O hospital possui 153 leitos e tem sido, ao longo dos anos, considerado vitrine da gestão de Marconi Perillo (PSDB). As demais OSs que já atuam em Goiás começaram seus trabalhos em 2011, com a recondução do tucano ao governo de Goiás.

ALTERAÇÕES

Os adiamentos da seleção para OS tiveram motivos distintos. O primeiro ficou sub judice, suspenso por decisão judicial. Estavam questionando a qualificação prévia de OS. A Secretaria de Saúde pedia só as OS qualificadas em Goiás e houve decisão questionando isso. E com razão. O direito de participação é nacional, não local. Goiás não é o Brasil.
Para evitar o contencioso jurídico, foi feito o segundo chamamento, já depois da aprovação de nova lei, que entrou em vigência em janeiro deste ano. A Lei nº 18.331/2013 foi publicada em 31 de dezembro e começou a vigorar poucos dias antes da publicação do segundo chamamento. Inconstitucional.

O novo documento de seleção, entretanto, tinha outro problema. Apesar de o Hugo 2 ser um hospital novo, o edital exigia o levantamento acerca dos servidores efetivos que desejam continuar ou não lotados na unidade e a 
exigência de se manter pelo menos a metade destes funcionários. “Estes itens estavam mantidos e nós admitimos este erro nosso.

O segundo edital já trazia uma alteração de grande impacto: aumentava de 40 para 80 o número de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI). O acréscimo na estrutura do hospital refletiu no preço - passou de R$ 57,3 milhões para mais de R$ 145 milhões, incluindo aditivos - e foi revelado pela coluna Giro, do POPULAR, em 26 de março.

O documento publicado nesta semana mantém em 80 a quantidade de leitos de UTI. O Hugo 2 terá, ao todo, 465 leitos e tem previsão de inauguração em até três meses.

A propósito, só por curiosidade, veja quanto pagamos às OS para gerirem os nossos hospitais. As contas são de 2012. Os valores, em 2014, com certeza, serão outros. Mas é isso que pagamos para terceiros administrarem, enquanto servidores são encostados até que a aposentadoria os pegue.

Contratos de Gestão Firmados pelo Estado de Goiás - Ano de 201

01. Associação Goiana de Integralização e Reabilitação – AGIR-, administradora do CRER: em 28/06/12 o contrato foi aditivado, passando as vigorar os valores de R$ 3.750.000,00, ao mês, e de R$ 45.000.000,00, ao ano, até 27/06/13.

02. Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar – Pró-Saúde, administradora do Hospital de Urgências da Região Sudoeste (HURSO), de Santa Helena: com vigência de 36 meses, a partir de 16/11/12, com valor total do termo aditivo em R$ 117.636.038,28 e valor mensal em R$ 3.267.667,73.

03.  Fundação de Assistência Social de Anápolis (FASA), administradora do Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo (HUHS):  aditivo a partir de 07/05/12 a 20/02/13. Valor total: R$ 24.613.333,33, correspondendo ao valor mensal de R$ 2.600.000,00.

04. Instituto Sócrates Guanaes – ISG, administrador do Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad – HDT/Goiânia:  com sua vigência iniciando  em 28/06/12 e terminando em 27/06/13, o valor mensal do contrato é de R$ 3.850.000,00 o que resulta em um valor anual de R$ 46.200.000,00.  

05. Instituto de Gestão e Humanização – IGH, administrador do Hospital Materno Infantil – HMI/Goiânia: o valor mensal do contrato é de R$ 4.264.000,00 e valor anual de R$ 51.168.000,00.

06. Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano – IDTECH, administrador do Hospital Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi – HGG/Goiânia:  o contrato tem valor mensal de R$ 5.570.000,00, somando o valor anual de R$ 66.840.000,00.  

07.  Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem – FIDI, que administra os serviços de exames por imagens da Secretaria de Saúde de Goiás: seu contrato é de 05 anos, a partir de 20/01/2012. O valor mensal do contrato é de R$ 1.699.428,00e um valor anual de R$ 20.393.136,00.

08.  Instituto de Gestão em Saúde – IGES, que administra o Hospital de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro da Cruz – HUGO: a partir de março de 2013, o convênio passou a ser de R$ 100.325.731,00, com o valor mensal de R$ 8.734.170,00. 

Auditorias nos Contratos de Gestão

01 Contrato de Gestão nº 120/2010-SES/GO Auditoria de conformidade 
junto ao Hospital de Urgência da Região Sudoeste de Goiás (HURSO), referente ao Contrato de Gestão nº 120/2010 firmado entre o Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar.

 Achados de auditoria: insuficiência de fiscalização por parte da Secretaria de Estado da Saúde; atuação insuficiente da Comissão de Avaliação; estrutura insuficiente dos serviços de ouvidoria e relacionamento com o usuário; fragilidade no controle de estoque; não localização de bens móveis cedidos pela SES; movimentação de recursos em mais de uma conta corrente; movimentação de recursos em contas não exclusivas; regulamento próprio para contratação de obras, serviços e compras não aprovado pelo Conselho de Administração e não publicado no Diário Oficial do Estado; as metas estabelecidas no plano de trabalho não foram alcançadas e falhas nos procedimentos de aquisições e contratações de serviços.

02 Contrato de Gestão nº 001/2010-SES/GO: Auditoria de Conformidade no Contrato de Gestão nº 001/2010, firmado entre o Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a Fundação de Assistência Social de Anápolis (FASA), para administrar o Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo (HUHS). 

Achados de auditoria: intempestividade na constituição, por parte da contratada, das Comissões previstas no Contrato de Gestão; inatividade das Comissões, sob a responsabilidade da contratada, previstas no Contrato de Gestão; descumprimento do Regimento Interno do Serviço de Manutenção do Hospital; falhas nos procedimentos de controle dos serviços terceirizados de manutenção de equipamentos; ausência de controle das manifestações dos usuários no setor de ouvidoria; ausência de fiscalização por parte da Secretaria de Estado da Saúde; atuação insuficiente da Comissão de Avaliação; planejamento inadequado para estipulação de meta; cumprimento parcial das metas estipuladas; informações prestadas pela Organização Social incompatíveis com o efetivamente executado; taxa de ocupação acima da média desejável; incoerências na estipulação das metas pactuadas; não encaminhamento do relatório conclusivo elaborado pela Comissão de Avaliação à autoridade supervisora e à Assembleia Legislativa.

2 Outros contratos de gestão firmados pela SES

Auditoria de Conformidade em alguns contratos de gestão firmados pela Secretaria da Saúde com o objetivo de verificar a regularidade dos repasses às organizações sociais no período compreendido entre o início da vigência do contrato de gestão a setembro/2012.

A matriz de planejamento foi apresentada em 03/10/12 com a seguinte questão de auditoria: “Ocorreu duplicidade de contratações e/ou pagamentos de serviços prestados às OS?”.

Esta auditoria se encontra em andamento e visa os contratos das seguintes organizações sociais que gerenciam os respectivos hospitais: Instituto Sócrates Guanaes – ISG no Hospital de Doenças Tropicais - HDT, Instituto de Gestão e Humanização – IGH no Hospital Materno Infantil - HMI, Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano – IDTECH no Hospital Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi – HGG, Fundação de Assistência Social de Anápolis – FASA no Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo (HUHS), Instituto de Gestão em Saúde – IGES no Hospital de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro da Cruz – HUGO, e Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem – FIDI nas Unidades Assistenciais de Saúde da SES/GO.

Ponto final

Viram quanto custa cada OS para administrar hospitais? Pois é, e são entidades sem fins lucrativos.

Viram lá quanta coisa errada foi detectada pelo TCE? Pois é. E o que é que deu? Nada.


A violência impera no (des)governo Marconi

Um governo que coloca o asfalto acima da preservação da vida dos cidadãos só pode merecer ser justiçado pelo voto. Goiás virou terra de homens sem lei, república de baderna, onde até o governador e vários de seus auxiliares são investigados por envolvimento com atividades ilícitas. Onde o Estado falha, age a sociedsde ou parte dela. Piche, e não sangue, corre nas veias do império das empreiteiras.

                  Justiceiros” 


Polícia Civil diz que crimes com lesão corporal leve dependem de representação das vítimas

Depois de pelo menos 11 casos de ação de “justiceiros” em Goiás, parte documentada em vídeos publicados na internet, pouco se sabe sobre os autores das agressões a suspeitos de crimes que vão de furto a estupro. São chutes, socos, por vezes pauladas e pedradas, mas que na maioria das vezes provocam lesões corporais leves. A investigação deste tipo de ocorrência depende de representação à polícia por parte de quem apanhou. A Polícia Civil de Goiás (PC) informa que nenhum dos agredidos no município de Goiânia procurou as delegacias para cobrar a punição de seus agressores.

O fato de a população se juntar para fazer justiça com as próprias mãos não é novidade, mas se intensificou depois que um adolescente foi espancado e amarrado a um poste na zona sul do Rio de Janeiro (RJ), em 31 de janeiro deste ano. A partir daí, relatos de casos semelhantes se espalharam pelo País. O primeiro registro em Goiás aconteceu 17 dias depois, no Setor Alto da Glória. No dia seguinte, mais dois casos, em regiões distintas; pouco antes de a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) divulgar que cobraria investigação.

LINCHAMENTO

A escalada da violência culminou no linchamento, na noite de sábado, de um homem suspeito de cometer estupros em Nova Crixás. Isaias dos Santos Novaes, de 24 anos, passou pelo reconhecimento de uma das vítimas do abuso sexual, que havia acontecido naquele mesmo dia. A criança de 6 anos o olhou e disse que não foi ele, que só permaneceu preso porque confessou um furto a residência.

Ao checar a ficha do preso, o delegado de Mozarlândia, Arthur Curado Fleury, que estava no plantão, viu que ele era investigado por outros casos. O delegado titular de Nova Crixás, Murilo Gonçalves de Almeida, afirma que, em abril de 2013, houve um caso de abuso sexual. A polícia identificou três suspeitos - a vítima de linchamento não estava entre eles. Há cerca de um mês, houve uma tentativa de estupro. Desta vez, Isaias foi apontado como suspeito pela vítima, também uma criança. “Ela reconheceu mais ou menos de foto.” O pai da criança, que chegou a lutar com o invasor, não viu o rosto.

SUSPEITO

O caso de um mês atrás colocou Isaias entre os suspeitos pelo primeiro estupro. A notícia correu a cidade e criou na população a convicção de autoria. Apesar disso, afirma Almeida, ele negava os estupros e tinha concordado em fazer exame de DNA para provar inocência. Sem elementos para mantê-lo preso, o delegado o liberou. No último sábado houve registro de pelo menos dois crimes em Nova Crixás, cidade de 12.488 habitantes, localizada a 378 quilômetros de Goiânia. Um furto e um estupro. O caso de abuso seguia o mesmo modus operandi dos dois anteriores: o agressor entrou na casa enquanto estava escuro, sequestrou a criança, estuprou e levou de volta.

A mesma maneira de atuar, e diante do reconhecimento, ainda que duvidoso, feito pela criança que quase foi vítima um mês atrás, levou a população a concluir que o autor seria Isaias. Era ele também o suspeito pelo furto. A perseguição durou o dia todo. Ele foi preso por volta das 17 horas e levado para a delegacia, onde começou a se aglomerar gente. A vítima do sábado foi levada até lá, o olhou pelo espelho da sala de reconhecimento, e disse que não era ele o autor do estupro. Isaias continuou preso pelo furto, que confessou ser autor.

“Já tinha 20 a 30 pessoas na porta da delegacia, mas quando ele chegou ao hospital, para fazer exames, juntou uma multidão em 20 minutos. Nunca vi isso na minha vida”, conta Fleury. Centenas de pessoas cercaram a unidade de saúde. Bloquearam ruas com carros. O hospital foi invadido por duas vezes. “Umas 200 pessoas entraram, mas do lado de fora tinha muito mais”, afirma Gonçalves, que preside o inquérito e começou a tomar depoimentos ontem (leia reportagem nesta página). Na primeira vez, atingiram Isaias, ainda algemado, na cabeça. Na segunda, o golpearam com paus, pedras e faca. A sessão de agressões que provocou a morte durou dois minutos.

Polícia argumenta falta de representação pela vítima

A polícia argumenta que há casos de justiçamento não investigados porque os suspeitos não prestam queixa. A Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) já cobrou respostas à Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP). A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO, Mônica Araújo de Moura, lembra que alguns casos precisam da representação da vítima, que, às vezes, também é suspeita de praticar crimes.

O advogado Jorge Paulo Carneiro, da Comissão de Segurança Pública e Política Criminal da OAB-GO, observa que, com a falta de representação por parte da vítima, o Estado fica legalmente impedido de fazer a investigação e se limita a realizar este trabalho apenas em casos de lesão corporal grave ou tentativa de homicídio. “Temos cobrado respostas das autoridades sobre estes casos. É preciso que haja investigação dos autores e, também, o combate aos outros crimes”, diz ele. “A ação de ‘justiceiros’ só acontece porque o Estado não cumpre o seu papel de investigar e punir os demais autores de crimes, gerando uma sensação de insegurança”, emenda.

Vídeo pode ajudar a identificar agressores

O delegado titular de Nova Crixás, Murilo Gonçalves de Almeida, assumiu ontem a presidência dos inquéritos para apurar o estupro de uma criança de 6 anos e o linchamento de um homem apontado como suspeito, Isaias dos Santos Novaes. Foram ouvidos ontem três dos oito policiais militares que faziam a guarda do preso quando ele foi arrebatado pela multidão e assassinado a golpes de pau, pedra e faca. Funcionários do hospital municipal, onde ocorreu o crime, também foram ouvidos.

Almeida aguarda a perícia liberar as imagens das câmeras de gravação da unidade de saúde. O local do assassinato - a cozinha do hospital - não tem câmera, mas o corredor de acesso tem. É com essas cenas que o delegado espera identificar os agressores. “Costuma demorar, mas nesse caso vamos cobrar para ver se vem mais rápido”, diz. Enquanto o HD onde a gravação está em análise em Goiânia, o policial e sua equipe analisam as imagens feitas com celular. “Temos quatro vídeos”, entre os que foram publicados na internet e de testemunhas.

Um dos vídeos vistos pelo delegado mostra a multidão batendo em Isaias mesmo depois de morto, quando já havia sido arrastado para o meio da rua. Almeida também teve acesso a uma gravação do primeiro ataque. “Mas não dá para ver muita coisa porque queimou a luz da sala”, diz. A multidão quebrou a iluminação enquanto avançava sobre o suspeito de estupro. Entre a primeira e a segunda agressão, houve uma queda de luz. Ainda não se sabe quem desligou a energia.

“Quando apagou a luz, as pessoas pularam o muro. Quando a energia voltou já estava bem difícil de controlar”, conta o delegado, depois de conversar com os PMs. Um deles deu um tiro para o alto, mas não foi suficiente para afastar a população. Em um dos vídeos divulgados na internet é possível perceber a excitação popular. Urros e gritos de incentivo aos agressores permeiam a gravação.

O delegado pretende ouvir as testemunhas e fazer a identificação das pessoas filmadas. “Não sei se vai ser possível fazer assim ou se vamos ouvindo na medida que for sendo identificado”, diz. Segundo ele, não há prazo específico para conclusão do inquérito.

Reflexo da falta de capacidade do Estado

A atuação dos “justiceiros” reflete a incapacidade de o Estado em garantir e efetivar a Justiça à sociedade, na avaliação de especialistas da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Federal de Goiás (UFG) ouvidos ontem pelo POPULAR. O sociólogo Dijaci David de Oliveira observa que suspeitos pobres estão mais suscetíveis de se tornarem vítimas destes atos violentos, que, na avaliação da socióloga Dalva Borges de Souza, coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência da Criminalidade da Universidade Federal de Goiás, representam uma regressão.

O crescimento dos índices de violência impulsionam a ação dos “justiceiros”, o que, segundo Dijaci, demonstra a fragilidade das instituições públicas. Ele critica, por exemplo, o quantitativo da Polícia militar, que tem 2,1 mil temporários contratados pelo governo por meio do Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual (Simve), o que corresponde a quase 15% de toda a força policial do Estado, cuja quantidade de concursados na ativa gira em torno dos 12 mil PMs.

Devido à dificuldade de identificar os “justiceiros”, Dalva considera difícil que eles recebam algum tipo de punição. “Acaba sendo uma regressão e, ao mesmo tempo, indica, mais uma vez, que a gente não se civilizou o bastante”, observa a pesquisadora, ponderando que a prática de fazer justiça com as próprias mãos, como fenômeno urbano no Brasil, teve início com a atuação de milícias no Rio de Janeiro, apesar de este não ser um problema restrito ao País.

SEGREGAÇÃO

A atuação dos “justiceiros”, na avaliação de Dijaci, também é segregadora, já que, explica ele, os ladrões ou suspeitos pobres correm mais risco de se tornarem vítimas. “Isto, na verdade, não produz Justiça. Vai produzir mais injustiça”, destaca o sociólogo. Ele acrescenta que todas as pesquisas feitas sobre linchamento constataram que muitas vítimas que morrem são inocentes. “As pesquisas têm mostrado que, ao agirem desta forma, os autores acabam cometendo crimes muitos mais bárbaros que aqueles que eles consideravam bárbaros”, ressalta.

Dalva explica, contudo, a diferença entre o que ela chama de “linchamento e de justiçamento”, que têm sido praticados ultimamente. “O linchamento é muito mais produto da irracionalidade da massa que o justiçamento, um ato deliberado, pensado e, geralmente, comandado por uma ou duas pessoas ou pela própria vítima”, acentua a pesquisadora da Faculdade de Ciências Sociais. “Na medida em que isso é repercutido na mídia, algumas pessoas se sentem mais à vontade para praticar, acham que podem repetir o feito e isso pode fazer com que os casos se repitam”, alerta a pesquisadora.

Fonte: Jornal O Popular 

Municípios fazem mobilização dia 11


A Paralisação nas Capitais, marcada para 11 de abril, tem adesão, até o momento, de 16 Estados. Atividades cívicas e manifestações estão confirmadas no Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

O fechamento das prefeituras e a ida até a capital de cada Estado fazem parte da campanha Viva o seu Município - Você nasceu aqui. Não o deixe morrer. As ações são idealizadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em parceria com as entidades estaduais. Desde a última semana, associações regionais e microrregionais contatam a CNM para confirmar a adesão.

No Piauí, por exemplo, mais de 80% dos prefeitos estarão em Teresina para um encontro com os parlamentares da bancada estadual. “Exceto um parlamentar não poderá vir. Os demais já confirmaram a presença. A APPM [Associação Piauiense de Municípios] está engajada esta semana apenas com a Paralisação. De uma forma ou de outra, mesmo não estando na capital, todos os prefeitos vão participar. Estamos ligando, mandando e-mail, mensagens, pedindo o esforço dos gestores”, conta o presidente da entidade, Arinaldo Leal.

Em Goiás, os gestores municipais vão se reunir na Praça do Trabalhador, próximo à Rodoviária de Goiânia, às 13 horas. A Associação Goiana de Municípios (AGM) e a Federação Goiana de Municípios (FGM) esperam mais de 2 mil pessoas. Dois trios elétricos e um palco formam a estrutura da manifestação. A Polícia Militar vai fechar o trânsito no local.

07/04/2014

Ilícitos em obras públicas: auditores do TCE descobrem, mas....

Os auditores do Tribunal de Contas do Estado fiscalizam obras, identificam irregularidades incontáveis, casos de mandar gente para o xilindró. Mas, quando as constatações chegam aos nomeados políticos – conselheiros da Corte –, a coisa ou não anda, ou nem começa e já vai para o arquivo morto. O caso que vimos agora é algo inadmissível em terra de autoridades probas.

Senhores, falamos aqui de 41 obras civis paralisadas, em 2011, sob a responsabilidade da AGETOP. Falamos apenas e tão somente de R$ 161.467.917,70. Obras identificadas pelos auditores, elas  foram conferidas uma a uma e  em todas elas constatou-se:

a. Descumprimento dos princípios norteadores da administração pública (legalidade e moralidade) e às disposições contidas nos art. 45 da Lei de Responsabilidade Fiscal;

b. Prejuízo ao erário e à sociedade com a paralisação de obras.
Notaram bem: descumprimento dos princípios da legalidade e da moralidade. Ou seja, foram atos ilegais e imorais. De repente, não mais que de repente, o processo não foi apreciado em plenário. O Conselheiro Relator, por meio do Despacho nº 73/2013, determinou pelo arquivamento do feito, considerando que a maioria das obras civis paralisadas apontadas pela Unidade Técnica já é objeto de fiscalização por esta Corte e que as outras foram rescindidas ou estão em processo de rescisão, além de a AGETOP estar regularizando-as. Atualmente, o processo se encontra no Serviço de Arquivamento.

Ora, se a maioria das obras paralisadas já era objeto de fiscalização pelo TCE, por que diabos então se mandou a Unidade Técnica fazer tal levantamento, gastando combustível, diárias, etc.?

E o que diz esta fiscalização paralela informada aí? Onde estão os relatórios sobre os casos que a AGETOP  teria prometido regularizar? Qual o estado final desse pacote de irresponsabilidades? Tudo foi resolvido como manda a lei? Ninguém sabe. O TCE não tem nada que informe.


E de repente, não mais que de repente, o processo vai para o arquivo. Não se viu sequer a questão do descumprimento dos princípios norteadores da administração pública (legalidade e moralidade). Ainda que, a posteriori, se tenha  buscado sanar os problemas, quem os causou deveria ser responsabilizado. São vultosos os danos financeiros ao erário. O Tribunal preferiu protegê-los.

Errado é o Bordoni.

06/04/2014

Sabe aquelas estradas da propaganda do governo?



Trechos da Rodovia do Araguaia com problemas, segundo o TCE. Asfalto mal feito, obras fora das especificações do projeto e por aí vai. Quem paga é o povo mesmo!

Há vários trechosda Rodovia do Araguaia com problemas
sérios e mesmo assim as obras foram pagas

Nos laudos do Tribunal de Contas achamos muita  coisa interessante sobre as maravilhas agetopianas.O detalhe é que tudo fica por isso mesmo. Confira aqui um pouco dessa incúria. Vejamos o Programa de Reconstrução de Rodovias Estaduais – Rodovida I. 

Nesta etapa, foram celebrados 11 contratos relativos a diferentes lotes de 23 rodovias. A inspeção foi realizada pela Gerência de Controle de Obras e Serviços  de Engenharia do Tribunal de Contas do Estado. Vejamos como trabalham os que recebem os milhões que pagamos. 

01. Contrato 062/2011 – AGETOP/CC Pavimentadora Ltda. – GO-164, trecho Goiás/Araguapaz. Valor: R$ 17.548.764,37.

Achados Relevantes:
1 – Defeitos no revestimento do tipo CBUQ, em função de falhas no procedimento executivo (resfriamento com água, número inadequado de equipamentos para compactação da camada, mistura com menor teor de ligante que o recomendado em norma, falta de controle de temperatura na usina);
2 – Ausência de projeto para a execução do CBUQ
3 – Falta de equipe de fiscalização compatível com a execução do objeto;
4 – Quantidade insuficiente de caminhões-pipa necessários à execução dos serviços de reciclagem de base, com perda de umidade da camada e risco de acidente aos usuários devido à grande quantidade de poeira gerada;
5 – Grande defasagem dos serviços de execução de capa asfáltica em relação aos serviços de reciclagem de base e fresagem, resultando em danos a estes últimos pela ação do tráfego;
6 – Execução de solução, sem intervenção na camada de base, incompatível com o grau de deterioração do pavimento;
7 – Prática inadequada de umedecimento dos pneus dos rolos pneumáticos na execução da capa asfáltica;
8 – Atraso substancial das obras em relação ao cronograma previsto;
9 – Composição granulométrica da mistura de CBUQ fora da faixa especificada em projeto, o que pode resultar em desagregação e fissuras na capa asfáltica.

02. Contrato 041/2011 – AGETOP/Construtora Caiapó – GO-164 – Araguapaz/Nova Crixás. Valor: R$ 17.294.349,62.

Achados Relevantes:
1 – A camada de base do pavimento não atingiu a resistência mínima especificada em projeto, tendo em vista o emprego de quantidade de material inferior ao determinado em projeto (cascalho e cimento) e emprego de material não recomendado nas especificações técnicas (cascalho laterítico), além do controle laboratorial inadequado;
2 – Irregularidades na execução da capa asfáltica em função da inadequada granulometria do material;
3 – O segmento executado em desconformidade com o projeto, mesmo após diversas ocorrências de chuva na região, visualmente não apresentou qualquer defeito, fissura ou deformação.

Acórdão: Acórdão nº 3435/2012, que referendou o Despacho nº 1452, de 14 de dezembro de 2012, que revogou a Medida Cautelar concedida pelo Acórdão nº 3645/2011, permitindo a liberação do pagamento referente à execução do trecho entre o km 0,28 e o km 14,90, com a glosa no valor de R$ 389.350,00 relacionada à quantidade de cimento e cascalho depositados a menor, sob pena de aplicação de instauração de tomada de contas especial e aplicação das sanções legalmente previstas.

03. Contrato 034/2001- AGETOP/Construtora Caiapó – GO-164 – Nova Crixás/São Miguel do Araguaia. Valor: R$ 9.603.282,64.

Achados Relevantes:

1 – Aplicação inadequada da camada de micro revestimento;
2 – Ocorrência de manifestações patológicas ao longo do segmento recentemente executado.

04. Contrato 027/2001 – AGETOP/Delta Construções – GO-426 (Campinorte/Nova Iguaçu), GO-558 (Ent. GO428/Alto Horizonte), GO-154 (Pilar/Santa Terezinha) e GO-241 (Santa Terezinha/Formoso). Valor: 14.913.040,46.

Achados Relevantes:
1 – Realização de ensaios de campo em desacordo com as normas e especificações técnicas;
2 – Execução de serviços de reconstrução de base e imprimação na rodovia GO-428, trecho: Campinorte / Nova Iguaçu, em desacordo com o previsto no projeto e nas especificações técnicas;
3 – Verificação da necessidade de correção nas medições seguintes, em virtude de serviços que não foram executados ou materiais que não foram incorporados; 4 – Necessidade de adequação do preço unitário de serviços acrescidos no 2º Termo Aditivo.

05. Contrato 023/2011 – AGETOP/Construtora Central do Brasil – GO-348 (BR-020/Cabeceiras) e GO-112 (Simolândia/Iaciara). Valor: R$ 15.140.030,20.

Achados Relevantes:
1 – Ocorrência de manifestações patológicas nos serviços recentemente executados nos dois trechos que compõem o lote, atribuídos a falhas no controle laboratorial realizado.

06. Contrato 030/2011 – AGETOP/TRADE Construtora – GO-222 (Anápolis/Nerópolis),GO-536 (Entr. GO-020/Senador Canedo) e GO-070 (Entr. GO-154/Itaberaí). Valor: R$ 17.312.427,73.
Representação, em face de irregularidades nos serviços recém executados da rodovia GO-536, trecho: Entr. GO-020 / Senador Canedo, constante do Contrato nº 030/2011, celebrado entre a AGETOP e a empresa Trade Construtora Ltda., cujo objeto é a execução das obras de Reconstrução de Rodovias Estaduais – Grupo I, no Lote 10.

Achados Relevantes:
1 – Composição da mistura de CBUQ em desacordo com o projeto de mistura, no que se refere ao teor de CAP e à composição granulométrica;
2 – Defeitos na capa asfáltica da rodovia GO-070, trecho: Entr. GO-154 / Itaberaí;
3 – Medição de serviços não executados na rodovia GO-536, trecho: Entr. GO-020 / Senador Canedo.

Achados Relevantes /Representação:

1 – Foram verificados inúmeros defeitos no revestimento asfáltico recém executado, decorrentes de falhas no processo executivo, execução de serviços e respectivo controle em desconformidade com as normas e especificações técnicas;
2 – Indícios de que as manifestações patológicas eram originadas em camadas mais profundas do pavimento.

Acórdão: Acórdão nº 391/2012, que referendou o Despacho nº 0251 GCCR/2012, de 27 de fevereiro de 2012, que adotou Medida Cautelar e determinou a imediata regularização do trecho executado de maneira inadequada, bem como suspendeu qualquer pagamento relativo ao Contrato nº 030/2011, referente ao trecho da GO-536 situado entre o entroncamento da GO-020 e o Município de Senador Canedo, até que as irregularidades apontadas fossem sanadas e comprovadas perante esta Corte. Diante das constatações desta Unidade Técnica de que os achados foram sanados, a Medida Cautelar foi revogada por meio do Acórdão nº 053/2013.

07. Contrato 038 – AGETOP/Construtora São Cristovão – GO-050 
(Trindade/Campestre), GO-222 (Aracu/GO-420), Entr. GO-070/Nova Veneza. Valor: R$ 12.492.126,01.

Achados Relevantes:
1 – Correção das manifestações patológicas anteriormente detectadas na rodovia GO-222, trecho: Perímetro urbano de Araçu, inclusive com a construção de elementos de drenagem nos locais indicados por esta Unidade Técnica;
2 - Manifestações patológicas nos serviços recentemente executados nas rodovias GO-050, trecho: Trindade /Campestre e GO-420, trecho: Entr. GO-070 / Nova Veneza.

08. Contrato 028/2011 – AGETOP/GAE Construtora – GO-060 (Iporá/Piranhas). Valor: R$ 25.732.322,39.

Achados Relevantes:
1 – Execução e medição de serviço de CBUQ com uma composição diferente daquela prevista no projeto e paga pela AGETOP, com dano ao Erário;
2 – Ocorrência de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato no valor de R$ 132.294,47, em decorrência do 3º Termo Aditivo;
3 – Serviços acrescidos no Termo Aditivo com preços unitários superiores aos constantes da tabela da AGETOP;
4 – Execução do serviço de gabião em desconformidade com o projeto.

09. Contrato 022/2011 – AGETOP/Construtora Caiapó – G0-020 (Entr, BR-158/Montevidiu). Valor: R$ 8.276.025,49.

Achados Relevantes:
1 – Medição indevida no valor de R$ 111.227,14, em função da diferença de preço da proposta vencedora e das medições realizadas para os serviços “Reparos localizados superficiais” e “Tratamento superficial duplo”;
2 – Medição indevida no valor de R$ 111.674,70, em função da medição de quantidade superior à efetivamente executada do serviço “Base Nova”;
3 – Ocorrência de manifestações patológicas nos serviços recentemente executados.

10. Contrato 018/2011 – AGETOP/LOCTEC Engenharia – GO-174 (Rio Verde/Aparecida do Rio Doce), GO-206 (Inaciolândia/Quirinópolis)  GO-206 (Contorno de Quirinópolis).

Achados Relevantes:
1 – Alteração do projeto de reciclagem da base, com o aumento do percentual de material (teor de brita) adicionado à mistura, na rodovia GO-174, trecho: Rio Verde / Aparecida do Rio Doce;
2 – Alteração do projeto do CBUQ empregado no revestimento, com a substituição do fíler adicionado (substituição de cimento por cal);
3 – Os serviços realizados pela contratada no segmento entre as estacas 375+10 e 400 não atendem às determinações da fiscalização com vistas à garantia de qualidade e durabilidade da rodovia GO-174, trecho: Rio Verde / Aparecida do Rio Doce;
4 – Alteração do projeto da base da rodovia GO-206, trecho: Contorno de Quirinópolis, com o acréscimo de material (teor de brita) adicionado à mistura;
5 – Presença de erosão no encabeçamento e armadura exposta na ponte da rodovia GO-206, trecho: Inaciolândia / Quirinópolis;
6 – Ocorrência de manifestações patológicas no pavimento e nos elementos de drenagem recentemente executados na rodovia GO-174, trecho: Rio Verde / Aparecida do Rio Doce;
7 – Ocorrência de erosão e carreamento de material granular para a pista de rolamento, em virtude da ausência/ineficácia dos dispositivos de drenagem na rodovia GO-206, trecho: Contorno de Quirinópolis.

11. Contrato 037/2011 – AGETOP/Construtora Central do Brasil – GO-164 (Quirinópolis/Paranaiguara, GO-206 (Quirinópolis/Caçu) e GO-302 (Aporé/Itajá).Valor: R$ 28.132.920,18.

Achados Relevantes:
1 – Falhas na execução do micro revestimento na rodovia GO-206, trecho: Quirinópolis / Caçu, que comprometem a qualidade do serviço executado e a vida útil do pavimento;
2 – Ocorrência de manifestações patológicas no pavimento e nos elementos de drenagem recentemente executados em todos os trechos que compõem o lote.

OBSERVAÇÕES

01. Segundo o TCE, a AGETOP não fiscaliza as obras que contrata. É fácil pagar obra mal feita com dinheiro alheio.

02. Manifestações patológicas são danos causados (infiltração, corrosão) por má ou falta de impermeabiização, uso de material de qualidade inferior etc.

03. Interessante: por uma questão ética, a Construtora Central do Brasil não deveria participar de licitações no atual governo. Esta empresa é sócia do governador e da mulher dele, em um empreendimento em Pirenópolis. Sócio meu ganhando dinheiro no meu governo pode ser lícito, mas é imoral e anético. Mas logo onde vou falar em moralidade e ética!